1% mais rico concentra 24,3% da renda nacional em 2023

A desigualdade de renda no Brasil se intensificou, com o 1% mais rico da população concentrando 24,3% da renda nacional em 2023, um aumento em comparação com 20,4% em 2017, segundo um relatório da Oxfam Brasil.
Esse crescimento na riqueza pessoal contrasta com melhorias em alguns indicadores sociais. Apesar do rendimento mensal per capita ter alcançado R$ 2.020, a desigualdade continua a ser um desafio significativo.
✨ O coeficiente de Gini, que mede desigualdade, caiu para 0,506, mas a concentração de riqueza permanece alta, com o 1% mais rico detendo 37,3% do patrimônio total do país.
Embora cerca de 8,6 milhões de brasileiros tenham escapado da pobreza, a recuperação econômica não beneficiou igualmente todas as classes sociais. O estudo ressalta que a renda média é desigual, especialmente entre gêneros e raças.
A Oxfam critica a estrutura tributária brasileira, que impõe maior carga sobre consumo e salários, enquanto a tributação sobre patrimônio e rendimentos do capital é menos eficaz. Isso resulta em uma capacidade redistributiva fraca.
Hoje, a alíquota efetiva de Imposto de Renda para o 0,01% mais rico é apenas 4,6%, devido a isenções e baixa tributação sobre heranças.
A Oxfam sugere uma série de medidas para reduzir a concentração de riqueza, entre elas, aumentar a taxação de grandes fortunas, revisar benefícios fiscais e garantir maior transparência nas atividades de lobby.
A organização também defende a ampliação do apoio a candidaturas de grupos sub-representados, incluindo mulheres e negros, no cenário político.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Entenda quem tem direito à distribuição e como conferir seu saldo

Custo das ações é inferior à arrecadação esperada com alta do petróleo.

Implementação do tratado determina mudanças no comércio brasileiro

Reajuste de 55% causa preocupação na Associação Brasileira das Empresas Aéreas