Distrito Federal lidera média salarial no Brasil
Relatório do IBGE aponta diferenças salariais entre estados e setores

O Distrito Federal (DF) se destaca como a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (24). Com uma remuneração média de R$ 6.845,13, o DF supera em cerca de R$ 2,9 mil a média nacional de R$ 3.932,45.
✨ Distrito Federal: média salarial de R$ 6.845,13, a mais alta do Brasil.
Em comparação, o estado do Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar, com um salário médio de R$ 4.501,35, seguido por São Paulo, onde a média é de R$ 4.423,04.
Salários nos principais setores
O relatório do IBGE também revela que seis dos dez setores que mais empregam no Brasil pagam abaixo da média nacional. Esses setores abrangem mais de 48,9 milhões de trabalhadores e, apesar da grande quantidade de postos de trabalho, apresentam salários inferiores aos R$ 3.932,45 da média nacional.
- 1Comércio e reparação: média de R$ 2.797,83.
- 2Atividades administrativas: média de R$ 2.392,97.
- 3Alojamento e alimentação: média de R$ 2.080,17.
Os setores que oferecem os melhores salários, por outro lado, incluem os de organismos internacionais, com média salarial de R$ 9.678,61, e eletricidade e gás, com R$ 8.539,07.
Crescimento do número de empresas
O relatório também aponta que o Brasil conta com aproximadamente 10,6 milhões de empresas ativas, marcando um crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior. Dentre elas, 93% são pequenas, com até nove funcionários, contribuindo substancialmente para o aumento do número de empresas no país.
Impacto da educação nos salários
Trabalhadores com nível superior, que representam 23,6% do total, obtêm salários médios significativamente mais altos, cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles sem graduação. Em detalhes, a média salarial dos graduados é de R$ 7.776,59, em contraste com R$ 2.742,41 para trabalhadores com ensino médio.
✨ Salário médio dos homens é 16,6% superior ao das mulheres.
Além disso, a análise de gênero mostra que os homens tiveram um salário médio de R$ 4.206, enquanto as mulheres receberam R$ 3.608,04. Essa diferença destaca não apenas a disparidade salarial, mas também a predominância masculina entre os assalariados, com 29,3 milhões de homens empregados.
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