Expectativa de crescimento na comercialização de gado devido a condições climáticas

A chegada do frio e das chuvas ao Centro-Sul do Brasil deve gerar um aumento na oferta de boi gordo, especialmente no estado de São Paulo. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições de lama nas áreas de confinamento estão impactando a eficiência produtiva e elevando os custos de manutenção, o que deve impulsionar a venda dos animais.
Na quarta-feira (24), o mercado físico apresentou negociações moderadas, com preços majoritariamente estáveis em várias regiões. A liquidez foi inferior ao que costuma ser observado em quartas-feiras, refletindo a resistência de alguns pecuaristas em aceitar os preços ofertados pelos frigoríficos.
✨ Em Tocantins, o preço da arroba das fêmeas caiu R$ 5 devido a uma oferta maior de animais, com vacas sendo negociadas entre R$ 300 e R$ 315 por arroba.
Pelo que foi registrado, o boi gordo teve seu preço variando entre R$ 320 e R$ 325 e as escalas de abate estão girando em torno de duas semanas. Em contraste, no Rio Grande do Sul, o clima frio continua diminuindo a oferta de bois e fêmeas, afetando negativamente as pastagens e mantendo os preços estáveis.
Com isso, no Rio Grande do Sul, o boi gordo foi negociado entre R$ 25 e R$ 27 por quilo de carcaça e as escalas de abate oscilaram entre dois e sete dias. Já em São Paulo, os preços variaram de R$ 340 a R$ 345 por arroba, com alguns lotes pontuais alcançando R$ 350 e escalas de abate em torno de uma semana.
Por fim, observou-se que no mercado atacadista, a carne bovina também não apresentou variações significativas, com a carcaça casada cotada em média a R$ 24,43 por quilo à vista.
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