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economia
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Dólar cai para R$ 5,08 enquanto bolsa enfrenta quarta queda seguida

Flutuação do real é impulsionada por juros elevados e alta do petróleo

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 14:15
Dólar cai para R$ 5,08 enquanto bolsa enfrenta quarta queda seguida

O dólar voltou a apresentar queda, fechando abaixo de R$ 5,09, com o real sendo beneficiado por taxas de juros elevadas e pela valorização do petróleo. Enquanto isso, a bolsa de valores enfrentou sua quarta queda consecutiva, pressionada pelas desvalorizações no setor minerador.

No início do dia, o mercado teve uma reação positiva devido a indícios de uma possível diminuição das tensões no Oriente Médio. Contudo, novas falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram os investidores em estado de cautela.

O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o dia cotado a R$ 5,089.

A cotação do dólar acumula uma queda de 1,42% em julho e 7,28% no ano de 2026. Este movimento reflete também a desvalorização da moeda americana em relação a outras divisas emergentes, mesmo apresentando alta frente a moedas de economias desenvolvidas.

O dólar chegou a ser negociado a mais de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para mitigar as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que reduziu a busca por ativos considerados seguros.

No Brasil, a elevada taxa de juros em comparação aos Estados Unidos tem fomentado o carry trade, onde investidores captam recursos em países com juros baixos para investir onde há retornos mais altos. A valorização do petróleo também melhora as perspectivas para a entrada de dólares via exportações.

Durante a terceira semana de julho, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 526,3 milhões, enquanto as exportações subiram 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas por uma forte performance da indústria de extração.

O Ibovespa, por sua vez, fechou em baixa de 0,20%, somando 173.371,35 pontos e acumulando quatro sessões seguidas de perdas. Apesar de iniciar o dia acima dos 174 mil pontos, o índice perdeu fôlego após Trump endurecer seu discurso contra o Irã, gerando mais incertezas no mercado.

As ações da Petrobras, beneficiadas pela alta do petróleo, não conseguiram compensar a queda das mineradoras, refletindo a instabilidade no setor.

Os preços internacionais do petróleo encerraram o dia em alta, movendo-se entre oscilações, com o Brent, referência para a Petrobras, subindo 1,27% para US$ 89,22 por barril. O WTI, do Texas, teve aumento de 0,85%, fechando a US$ 82,48.

O mercado também segue atento às restrições de tráfego marítimo no Estrito de Ormuz, além das novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que alimentam as preocupações sobre a oferta de petróleo global.

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