Ibovespa sobe 1,88% impulsionado por petróleo e bancos
Índice recupera perdas da sessão anterior com fluxo positivo de estrangeiros

O Ibovespa apresentou um crescimento notável de 1,88% nesta quinta-feira (30), encerrando o dia com 177.158,86 pontos. Esse resultado não só compensou perdas anteriores, mas também ocorreu em um contexto de melhora da percepção de risco no mercado global.
A valorização do índice foi catalisada pelo retorno dos investimentos estrangeiros e pelo desempenho robusto de setores-chave como os de bancos, petróleo e mineração. O índice alcançou a máxima do dia, e ao longo da sessão, a mínima registrada foi de 173.885 pontos, sem variação em relação ao fechamento anterior.
✨ Na semana, o Ibovespa acumula alta de 1,79%, enquanto em julho já registra um avanço de 2,98% e 9,95% no ano.
Do lado internacional, o cenário também foi otimista, com o Dow Jones subindo 1,19%, o S&P 500 avançando 1,67% e o Nasdaq registrando um crescimento de 2,78%. Segundo a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, esse alívio foi impulsionado pela divulgação de dados do índice de preços dos gastos com consumo (PCE) americano, que ficaram dentro das expectativas, diminuindo as preocupações sobre novas elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve.
No plano doméstico, o otimismo é igualmente pautado pela expectativa de uma redução na taxa Selic. A recente queda de 1,16% do IGP-M em julho, superando a expectativa de -1,03%, reforçou essa tendência. Veronese aponta que a combinação de expectativas mais favoráveis para os juros nos Estados Unidos e no Brasil trouxe benefícios para ações de setores cíclicos, financeiras e commodities.
Entre os destaques de hoje, o Itaú Unibanco PN subiu 2,20%, enquanto o Banco do Brasil ON avançou 1,97%. As ações da Petrobras, tanto ON quanto PN, fecharam em alta de 2,19% e 2,00%, respectivamente, e a Vale ON ganhou 1,39%, apesar de apresentar oscilações durante o pregão.
Com esse desempenho positivo na quinta-feira, o Ibovespa retornou ao nível de 177 mil pontos, apoiado pela melhora nas condições externas e crescimento das ações que têm maior peso no índice.
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Gabriel Rodrigues
Jornalista especializado em mercado-financeiro
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