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economia
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Dólar encerra o dia em baixa e atinge R$ 5,0012

Queda do dólar é reflexo de redução da aversão ao risco global

João Pereira21 de maio de 2026 às 18:15
Dólar encerra o dia em baixa e atinge R$ 5,0012

Nesta quinta-feira, 21 de maio, o dólar encontrou um caminho de baixa, encerrando o pregão cotado a R$ 5,0012, representando uma queda de 0,04%. A moeda chegou a registrar um valor mínimo de R$ 4,9833, em meio a uma diminuição do temor global sobre riscos financeiros.

O dólar acumula uma queda de 1,31% na semana.

Esse movimento é influenciado por um potencial entendimento entre Estados Unidos e Irã, segundo informações da plataforma Al Arabiya, que relatou avanços nas negociações mediadas pelo Paquistão. A possibilidade de um cessar-fogo e a liberação do tráfego no Estreito de Ormuz contribuíram para amenizar a pressão nos mercados internacionais ao longo do dia.

No entanto, pela manhã, o mercado estava mais cauteloso, com dados robustos sobre a atividade econômica nos EUA e informações conflitantes sobre as negociações de paz afetando as moedas emergentes.

O preço do petróleo também refletiu essa volatilidade, subindo inicialmente cerca de 3% antes de fechar em baixa de 2,32%, cotado a US$ 102,58 por barril para o contrato de julho, referência para a Petrobras.

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O alívio externo, especialmente nos juros longos dos Estados Unidos, ajudou a conter a força global do dólar. Contudo, as informações disponíveis ainda não são suficientes para uma melhoria significativa no apetite ao risco

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, comentou que os investidores estão realizando lucros em moedas emergentes após a recente alta dos juros globais. Ele acrescentou que um possível acordo entre EUA e Irã poderia reduzir o risco inflacionário relacionado à energia, beneficiando o real.

Para o setor do agronegócio, a cotação do dólar é essencial, pois impacta diretamente a competitividade das exportações de produtos como soja, milho, carnes e açúcar, além de influenciar os custos de insumos dolarizados, como fertilizantes e combustíveis.

Dessa forma, a evolução do curto prazo estará atrelada ao desdobramentos das negociações entre EUA e Irã, ao comportamento do preço do petróleo e à trajetória dos juros americanos. Sem novidades concretas sobre um possível acordo, o mercado permanecerá atento a novas informações externas e suas consequências sobre os preços e custos no setor produtivo.

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