Oscilação ocorre em meio a recuo do petróleo e do minério de ferro.

O dólar à vista oscilou e voltou a subir nos primeiros negócios desta sexta-feira (11), após abrir em alta no mercado brasileiro. Esse movimento ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e do minério de ferro, somado ao viés positivo da moeda americana e dos juros dos Treasuries no exterior.
Nos primeiros momentos da sessão, a moeda americana alternou sua direção antes de retomar a alta, apesar da queda em relação a outras divisas emergentes. A pressão na abertura foi impactada pela baixa das commodities, além dos movimentos nos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
✨ Após a divulgação do IPCA de agosto, que registrou queda de 0,32%, as apostas em um novo corte de 25 pontos-base na taxa Selic ganharam força.
No cenário local, os juros futuros perderam força após a divulgação do índice, que ficou abaixo da mediana prevista de -0,29%. Em julho, o indicador havia registrado uma inflação de 0,07%. A inflação nos últimos 12 meses atingiu 4,22%, também abaixo da expectativa de 4,26% dos analistas.
A atenção do mercado também se voltou para as declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltando a importância da estabilização das regras fiscais e da redução dos juros antes do avanço de uma agenda de desenvolvimento. Ele apontou que o risco País caiu de 229 pontos no fim do governo anterior para 120 atualmente.
No exterior, os investidores esperam a divulgação do CPI dos Estados Unidos, após um PPI que superou as expectativas, criando novas expectativas quanto à decisão do Federal Reserve (Fed) esperada para a próxima quarta-feira.
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Jornalista especializado em Economia

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