Moeda americana operava em leve estabilidade por volta das 06h50, com atenção a pesquisas eleitorais no Brasil e ao recuo dos yields nos EUA.

A cotação do dólar comercial era negociada por volta de R$ 4,987 (US$ 1 = R$ 4,9873) por volta das 06h50 (horário de Brasília), praticamente estável frente ao fechamento de referência (PTAX) de R$ 4,9892 em 9 de outubro de 2026.
✨ Dólar comercial perto de R$ 4,99; dólar turismo estimado em cerca de R$ 5,21 (com spread aplicado por agentes).
O movimento intradiário é de baixa volatilidade, em uma sessão marcada pela combinação de fatores domésticos e externos. No Brasil, o câmbio continua reagindo às primeiras leituras e pesquisas que apontam para uma disputa apertada no segundo turno eleitoral — cenário que tem atraído fluxo para ativos locais e pressionado o dólar para baixo em momentos de maior apetite por risco. No exterior, a acomodação nos yields dos Treasuries e a queda do preço do petróleo reduziram o suporte à alta do dólar globalmente, contribuindo para a estabilidade aqui.
O patamar da taxa Selic (meta em 13,75% a.a.) continua sendo um fator-chave: juros mais altos sustentam a atratividade de títulos em reais e podem favorecer entradas de capital quando o risco político e fiscal for percebido como administrável. Ainda assim, a reação do câmbio depende tanto do fluxo de curto prazo ligado a eventos políticos quanto do comportamento dos juros e dos rendimentos globais.
Dólar comercial é a referência usada por empresas e pelo mercado financeiro (negociado entre bancos). O dólar turismo refere-se ao preço aplicado a pessoas físicas para viagens e compras em espécie e costuma vir com spread (taxas e margem), por isso fica mais caro que o comercial. A PTAX é a taxa de referência divulgada pelo Banco Central, calculada a partir das operações interbancárias; ela é diferente da cotação em tempo real do mercado à vista.
Impacto para o consumidor: movimentos modestos intradiários, como o observado, normalmente não alteram preços imediatamente, mas um dólar persistentemente mais alto pressiona custos de importação, eletrônicos e combustível ao longo do tempo e pode dar espaço para maior inflação. Para quem vai viajar, a diferença entre o dólar comercial e o turismo (spread e IOF, quando aplicável) é o que realmente importa na hora de comprar moeda ou pagar no exterior.
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Jornalista especializado em Economia

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