Moeda americana registra leve alta por volta das 09h30 (BRT); mercado avalia IPCA de setembro, juros domésticos e movimento dos Treasuries.

A cotação do dólar comercial operava próxima de R$ 5,02 por volta das 09h30 (BRT), registrando uma leve alta de 0,02% ante o fechamento anterior. A referência de fechamento utilizada pelo mercado (PTAX do Banco Central) apontou R$ 5,0119 no último pregão (08/10/2026).
✨ Dólar comercial: ~R$ 5,02 às 09h30 (BRT), alta de 0,02% em relação ao fechamento PTAX de R$ 5,0119 em 08/10/2026.
No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries seguem sendo um driver importante: a taxa de referência de 10 anos permanece elevada na casa dos 5% a 5,3% nos últimos pregões, com os investidores monitorando demanda por títulos e sinalizações sobre a economia dos EUA; movimentos nesse mercado influenciam o dólar global, que por sua vez pressiona ou alivia moedas emergentes, incluindo o real.
No front doméstico, três fatores chamam atenção: (i) a leitura do IPCA de setembro — divulgada nesta sexta-feira — mostrou aceleração mensal e levou a inflação acumulada em 12 meses para pouco acima do teto da meta, pressionando a avaliação sobre o ritmo dos cortes de juros; (ii) o Banco Central já reduziu a Selic para 13,75% em 16/09/2026, mas manteve tom cauteloso, o que deixa o ciclo de cortes em aberto; e (iii) a proximidade do segundo turno das eleições influencia o apetite por risco no curto prazo, com investidores precificando possíveis cenários políticos e seus efeitos fiscais e econômicos.
O dólar comercial é a referência usada por empresas e pelo mercado financeiro; o dólar turismo (usado por quem compra moeda em espécie ou cartão para viagem) costuma ser mais caro por incluir spread e IOF. As cotações exibidas no início da matéria referem-se ao dólar comercial.
A leve alta intradia do dólar reflete um equilíbrio entre fatores externos (rendimentos dos títulos e comportamento do dólar global) e domésticos (inflação que mostra sinais de aceleração e um ciclo de juros que permanece aberto, apesar dos cortes recentes). Em sessões recentes o real chegou a se valorizar diante de notícias políticas e fluxo de capital local, mas leituras de inflação e mudanças no humor externo podem inverter rapidamente a direção.
Fique atento a atualizações sobre o IPCA (impacto imediato sobre expectativas de inflação), à evolução dos rendimentos dos títulos nos EUA e ao comportamento dos índices acionários globais — qualquer movimento forte nesses pontos tende a ampliar a volatilidade do câmbio. No plano doméstico, divulgações ou sinais sobre política fiscal e anúncios das campanhas eleitorais podem provocar variações rápidas no prêmio de risco e, consequentemente, na cotação do real.
✨ Para quem precisa do câmbio para viagens ou compras, lembre-se: o dólar turismo costuma ficar acima do comercial por efeito de spread e IOF — verifique a cotação da sua casa de câmbio ou banco antes de operar.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Dólar começa esta terça-feira, 11 de agosto de 2026, próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham inflação, juros nos Estados Unidos e tensões no cenário internacional.

O dólar comercial segue no radar dos investidores e consumidores. Confira a cotação mais recente, os fatores que influenciam o câmbio e por que a moeda oscila diariamente.

Mercado acompanha a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), balanços corporativos e o cenário internacional, fatores que influenciam o câmbio nesta quarta-feira.

Dólar comercial encerrou a sessão anterior em alta e investidores acompanham nesta quarta-feira a ata do Federal Reserve, juros globais e tensões no Oriente Médio.