Moeda oscilava marginalmente acima do fechamento anterior enquanto investidores monitoram sinalizações de juros nos EUA e um corte esperado da Selic no Brasil.

A cotação do dólar comercial era negociada perto de R$ 5,1528 no início do pregão desta quarta-feira, nível marginalmente acima do fechamento anterior, com movimento marcado por cautela diante de decisões de bancos centrais.
✨ Dólar comercial por volta de R$ 5,15; fechamento PTAX do Banco Central na terça-feira foi R$ 5,1490.
Dois fatores concentram a atenção dos operadores: a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos, que tende a fortalecer o dólar globalmente, e a projeção de um corte moderado da Selic no Brasil, que pode reduzir o diferencial de juros entre os dois países e pesar sobre o real. Nos EUA, o mercado vinha projetando um aumento da taxa básica, alimentando ajustes em preços de ativos.
No Brasil, contratos e indicadores negociados na B3 apontavam forte probabilidade (próxima a 95%) de um corte de 25 pontos-base na Selic na reunião do Copom marcada para esta semana, cenário que os participantes avaliam como fator potencial de pressão para o câmbio caso se confirme.
Dólar comercial é a referência usada por empresas, bancos e mercados; dólar turismo sofre sobretaxa (custos, spread e IOF) e costuma ser mais caro para quem vai viajar. A PTAX é a taxa de referência calculada pelo Banco Central para o fechamento do dia e não substitui necessariamente cotações intradiárias do mercado. Use a cotação adequada ao contexto (comercial para negócios e PTAX para referência oficial de fechamento).
Os rendimentos dos títulos públicos brasileiros seguiram relativamente elevados, com a referência de 10 anos na casa dos 14,46% nos últimos pregões, enquanto os juros americanos também mostraram alta nos prazos longos — uma combinação que aumenta a sensibilidade do câmbio a mudanças nas expectativas de política monetária e risco externo. Além disso, avanços recentes no preço do petróleo e fatores de aversão a risco globais contribuem para episódios de pressão sobre moedas emergentes.
Para o consumidor, movimentos como este podem afetar preços de produtos importados, passagens aéreas e insumos industriais ao longo do tempo — sobretudo se a oscilação se mantiver ou se intensificar. Pequenas variações intradiárias raramente alteram preços imediatamente, mas episódios persistentes de alta do dólar tendem a pressionar inflação de bens importados.
✨ A continuidade do movimento dependerá, principalmente, do desfecho das decisões de juros nos EUA e no Brasil e de como o mercado interpretar o comunicado do Copom e do Fed.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Dólar começa esta terça-feira, 11 de agosto de 2026, próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham inflação, juros nos Estados Unidos e tensões no cenário internacional.

O dólar comercial segue no radar dos investidores e consumidores. Confira a cotação mais recente, os fatores que influenciam o câmbio e por que a moeda oscila diariamente.

Mercado acompanha a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), balanços corporativos e o cenário internacional, fatores que influenciam o câmbio nesta quarta-feira.

Dólar comercial encerrou a sessão anterior em alta e investidores acompanham nesta quarta-feira a ata do Federal Reserve, juros globais e tensões no Oriente Médio.