A moeda americana era negociada perto de R$ 5,3855 por volta das 07h44 (horário de Brasília); movimento combina ajustes pós-eleição e pressão de juros globais.

A cotação do dólar comercial era de R$ 5,3855 na manhã desta sexta-feira (30/10/2026), com leve alta em relação ao fechamento anterior, em meio a um pregão marcado por incertezas fiscais domésticas e ajustes do mercado ao cenário internacional.
✨ Dólar comercial: R$ 5,3855 (referência intradiária) — fechamento PTAX anterior: R$ 5,3744 (29/10/2026).
O movimento do câmbio combina fatores domésticos e externos. No Brasil, o ajuste do mercado após o resultado eleitoral e dúvidas sobre possíveis caminhos da política fiscal deixaram ativos locais mais sensíveis e contribuíram para maior volatilidade no real. Internacionalmente, a atenção segue voltada ao quadro de juros nos Estados Unidos e à trajetória das taxas de longo prazo, que tendem a fortalecer o dólar quando sobem. Esses elementos juntos ajudam a explicar a apreciação observada nas últimas sessões.
A PTAX é a taxa de referência diária calculada pelo Banco Central (último fechamento de venda: R$ 5,3744 em 29/10/2026). A cotação apresentada aqui refere-se ao dólar comercial — referência para empresas e mercado financeiro — e difere do dólar turismo, que é usado para compra de moeda em espécie e costuma ser mais alto.
A subida do dólar pressiona custos de importação e tem efeito de alta sobre preços de bens sensíveis à moeda, o que pode alimentar pressões inflacionárias se persistir. Para investidores, um dólar mais alto reduz o apelo de ativos locais quando comparados a aplicações em dólares, podendo gerar saída de recursos estrangeiros e aumentar a volatilidade da B3. Do lado da política monetária, a combinação de juros americanos ainda relativamente altos e expectativas sobre a Selic influenciam o diferencial de rendimento entre Brasil e EUA — um canal chave para o câmbio.
Em resumo, a cotação intradiária mostra um mercado que digere incertezas fiscais no Brasil enquanto reagisce a sinais vindos do exterior sobre juros e risco global. A continuidade do movimento dependerá da evolução desses vetores e da intensidade do fluxo de capitais nas próximas sessões.
Para quem vai viajar ou pretende comprar produtos importados, movimentos como o observado hoje aumentam o custo de compras em dólar — mas variações intradiárias nem sempre são transferidas imediatamente a preços ao consumidor. Empresas importadoras, passagens e eletrônicos tendem a ser os primeiros a sentir o efeito caso o câmbio siga mais elevado por semanas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Dólar começa esta terça-feira, 11 de agosto de 2026, próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham inflação, juros nos Estados Unidos e tensões no cenário internacional.

O dólar comercial segue no radar dos investidores e consumidores. Confira a cotação mais recente, os fatores que influenciam o câmbio e por que a moeda oscila diariamente.

Mercado acompanha a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), balanços corporativos e o cenário internacional, fatores que influenciam o câmbio nesta quarta-feira.

Dólar comercial encerrou a sessão anterior em alta e investidores acompanham nesta quarta-feira a ata do Federal Reserve, juros globais e tensões no Oriente Médio.