Expectativa é de preços médios de US$ 91 em 2026 e US$ 74 em 2027.

A Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) anunciou um aumento nas projeções para o preço médio do petróleo Brent em seu relatório mensal Short-Term Energy Outlook (STEO), divulgado nesta quarta-feira.
O preço previsto para 2026 saltou de US$ 87 para US$ 91 por barril, enquanto a estimativa para 2027 subiu de US$ 69 para US$ 74 por barril. Segundo a EIA, essa revisão indica um mercado que permanece apertado no curto prazo, impactado pela diminuição dos estoques globais e pela imposição de restrições de exportação no Oriente Médio.
✨ A EIA prevê que os estoques globais de petróleo já recuaram cerca de 400 milhões de barris neste ano e projeta novas quedas até o fim de 2026.
Além disso, a agência destacou interrupções e gargalos logísticos em rotas importantes como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, além de riscos de segurança que têm afetado os fluxos e aumentado a volatilidade. A expectativa é que o Brent se mantenha próximo de US$ 90 por barril no segundo semestre deste ano.
Para 2027, a EIA espera um alívio nos preços devido ao aumento gradual da produção e à recomposição dos estoques, embora os níveis fiquem ainda acima do inicialmente projetado. No Oriente Médio, a agência menciona uma possível recuperação na produção até o segundo trimestre de 2027, embora abaixo das médias pré-conflito.
Outro ponto destacado no relatório é a queda de cerca de 50% nas exportações de petróleo da Arábia Saudita via porto de Yanbu, no Mar Vermelho, em agosto, devido a interrupções no estreito de Bab el-Mandeb.
No que diz respeito ao mercado de derivados, a EIA prevê a redução dos estoques de óleo destilado nos Estados Unidos para menos de 100 milhões de barris em setembro, mantendo-se baixos até boa parte de 2027. A estimativa do crack spread de destilados também foi elevada, passando de US$ 0,84 para US$ 0,94 por galão.
Além disso, há a previsão de que o crack do diesel ultrapasse US$ 2 por galão entre agosto e novembro, com um gradual recuo a partir de 2027 à medida que a oferta comece a se normalizar.
Os dados do relatório da EIA foram coletados até 3 de setembro.
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Jornalista especializado em Economia

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