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economia
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Empresários brasileiros e americanos pedem acordo contra tarifa nos EUA

Carta conjunta visa ampliar comércio entre Brasil e Estados Unidos em setores cruciais

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 01:00
Empresários brasileiros e americanos pedem acordo contra tarifa nos EUA

Em uma carta direcionada aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, entidades representativas de empresários brasileiros e americanos clamaram por um aumento nas trocas comerciais entre os dois países, destacando setores como data centers, indústria automobilística e minerais críticos.

A comunicação foi enviada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Câmara Americana de Comércio no Brasil (AmCham) e pela US Chamber of Commerce, marcada pelo iminente acordo a ser negociado sobre a proposta de tarifações de produtos brasileiros nos Estados Unidos.

Se aprovadas, as tarifas impactariam aproximadamente 4,2 mil produtos brasileiros, somando cerca de US$ 15 bilhões.

Dentre as sugestões apresentadas pelos empresários, há propostas para melhorar o acesso em setores como segurança energética, aprofundar a cooperação regulatória em áreas como automóveis e farmacêuticos, apoiar uma moratória da OMC em relação a transmissões eletrônicas e acelerar a análise de patentes.

O documento endereçado aos ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, assim como ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, e ao representante comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, destacou a necessidade de entendimentos rápidos que evitem a aplicação das tarifas.

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"A negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar consequências negativas para empresas, trabalhadores e consumidores de ambos os países."

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil agradeceu as sugestões e reafirmou seu compromisso de continuar o diálogo com os autoridades americanos, um processo que já ocorre há um ano.

Com o Brasil tentando convencer o USTR a reconsiderar a proposta de uma tarifa de 25%, reuniões entre equipes brasileiras e americanas estão previstas antes do dia 15 de julho.

As tarifas poderiam ter efeitos imediatos, apesar do processo de negociação em andamento.

Ainda nesta semana, o USTR começou audiências públicas, reunindo representantes de setores como café, arroz, açúcar e propriedade intelectual, os quais são diretamente afetados por esta proposta.

Para Abrão Neto, presidente da AmCham Brasil, a imposição de novas tarifas poderia ser prejudicial, trazendo consequências negativas à economia de ambos os países e aumentando a competitividade de nações concorrentes.

Contexto das Tarifas

Os EUA propuseram tarifas com base em uma investigação que alega que o Brasil impede práticas comerciais justas. A taxa de 25% pode incidir sobre diversos produtos, embora existam exceções para itens estratégicos como café e medicamentos.

O governo brasileiro identificou 43 empresas e associações nos EUA que pedem a isenção de tarifas, argumentando que não há produtos substitutos no mercado interno. Eles alertaram que a aplicação dessas tarifas resultaria em custos mais altos para consumidores e indústrias americanas.

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