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economia
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Estatais apresentam déficit recorde de R$ 568 milhões em fevereiro de 2026

Relatório do Banco Central revela os piores números desde 2015 para o setor.

Carlos Silva31 de março de 2026 às 09:25
Estatais apresentam déficit recorde de R$ 568 milhões em fevereiro de 2026

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (31) seu relatório sobre 'Estatísticas Fiscais', que revela que as estatais do Brasil tiveram um déficit significativo de R$ 568,14 milhões em fevereiro de 2026. Este é o pior resultado para o mês desde 2015, quando o déficit alcançou R$ 827,93 milhões.

Histórico dos resultados das estatais

Nos últimos anos, a trajetória do resultado primário das estatais foi bastante variável, conforme demonstrado abaixo: - Fevereiro de 2015: déficit de R$ 827,93 milhões. - Fevereiro de 2016: superávit de R$ 661,9 milhões. - Fevereiro de 2017: superávit de R$ 46,36 milhões. - Fevereiro de 2018: déficit de R$ 438,4 milhões. - Fevereiro de 2019: superávit de R$ 832,11 milhões. - Fevereiro de 2020: superávit de R$ 742,77 milhões. - Fevereiro de 2021: superávit de R$ 212,16 milhões. - Fevereiro de 2022: superávit de R$ 2,479 bilhões. - Fevereiro de 2023: superávit de R$ 937,86 milhões. - Fevereiro de 2024: superávit de R$ 482,83 milhões. - Fevereiro de 2025: superávit de R$ 299,41 milhões. - Fevereiro de 2026: déficit de R$ 568,14 milhões.

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As taxas negativas em fevereiro de 2026 demonstram a fragilidade das finanças das estatais no contexto econômico atual

Especialista em Economia

Além das estatais, o governo central também apresentou um cenário de déficits.

Desempenho do Setor Público

- Governo central: déficit de R$ 29,5 bilhões; - Estatais: déficit de R$ 568 milhões; - Governos regionais: superávit de R$ 13,7 bilhões.

No contexto geral, o setor público consolidado, que é composto pela União, Estados, municípios e estatais, registrou um déficit total de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026, acumulando um déficit de R$ 52,8 bilhões ao longo de 12 meses.

A Dívida Bruta do Governo Geral, que inclui as esferas federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, subiu para 79,2% do PIB, o que representam R$ 10,2 trilhões.

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