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Agronegócio
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Mercado de Café Enfrenta Pressão com Queda nos Futuros de Arábica

Contratos de arábica atingem menor preço em 18 meses devido a oferta e fatores técnicos.

Giovani Ferreira14 de maio de 2026 às 15:45
Mercado de Café Enfrenta Pressão com Queda nos Futuros de Arábica

O mercado de café internacional abriu o mês de maio enfrentando pressões significativas, em especial nos contratos futuros de arábica, que refletiram um cenário de oferta mais favorável e movimentos técnicos de venda.

De acordo com a consultoria StoneX, a semana que se estendeu de 4 a 9 de maio viu uma pressão vendedora acentuada, levando o contrato contínuo de arábica aos seus níveis mais baixos em 18 meses. Essa tendência foi impulsionada por uma percepção mais positiva em relação ao balanço da oferta para o restante do ano.

Contratos futuros de arábica caem para menores valores em quase um ano e meio.

O sentimento de baixa se intensificou, especialmente na segunda metade da semana, quando fatores técnicos agravaram a pressão sobre os preços. Se por um lado os fundamentos do setor apresentavam indicações de uma oferta confortável, o contexto macroeconômico global continuava complicado.

Incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio estavam influenciando as percepções sobre logística e custos de transporte, o que gerou cautela entre os participantes do mercado. Contudo, no que diz respeito ao arábica, a análise em geral indicava que uma maior disponibilidade global poderia pressionar os preços para baixo.

Outro fator relevante foi o câmbio do real brasileiro, que alcançou a marca de R$ 4,90, um patamar não visto desde janeiro de 2024. Essa valorização do real apresenta um impacto duplo: enquanto pode mitigar parte da pressão inflacionária no Brasil, ela também diminui as margens dos exportadores, devido à redução das receitas em função da conversão para reais, resultando em menos incentivo para a venda de estoques.

Concluindo a semana em Nova Iorque, o contrato de julho do café arábica foi cotado a US¢ 274,8 por libra-peso, resultando em uma queda semanal de 4,1%. Em contrapartida, o robusta registrou uma performance contrastante, com o contrato de julho encerrando a semana em US$ 3.414 por tonelada em Londres, apresentando um aumento semanal de aproximadamente 1,0%.

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