Voltar
economia
2 min de leitura

Exportações brasileiras em risco com novas regras da UE sobre antimicrobianos

Aumento de exigências pode impactar US$ 1,85 bilhão em vendas

Camila Souza Ramos13 de maio de 2026 às 16:05
Exportações brasileiras em risco com novas regras da UE sobre antimicrobianos

As novas exigências da União Europeia sobre importações de proteínas animais podem impactar significativamente as exportações brasileiras de alimentos industrializados, estimadas em US$ 1,85 bilhão. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) manifestou preocupação com a situação em uma nota divulgada nesta terça-feira (12).

Novas Regras e Expectativa de Impacto

A Comissão Europeia anunciou que poderá restringir as exportações de produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro de 2026. Essa medida está direta relacionada com os novos regulamentos sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, que fazem parte da estratégia da UE para combater a resistência antimicrobiana.

As restrições podem afetar carnes bovinas, aves, mel, ovos, tripas e produtos aquícolas, que em 2025 representaram 21,3% das exportações alimentícias do Brasil para a Europa.

Cleber Sabonaro, gerente de inteligência competitiva da ABIA, mencionou que as restrições são um desafio a ser superado rapidamente. "A União Europeia é um parceiro comercial vital e essa questão surge logo após a implementação do acordo entre os blocos. Tenho confiança na capacidade do Ministério da Agricultura para resolver o impasse em breve," afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Importância do Diálogo e Previsibilidade

A ABIA defende que o Brasil tem sistemas robustos de controle e certificação sanitária, reconhecidos globalmente, e que o país já serve a mais de 190 mercados com diferentes exigências regulatórias. A entidade ressaltou a necessidade de fortalecer o diálogo técnico entre as autoridades brasileiras e europeias, buscando soluções fundamentadas em evidências científicas e normas internacionais.

Além disso, a ABIA enfatizou que a previsibilidade regulatória é fundamental para a competitividade do setor e para minimizar impactos negativos aos produtores, à indústria e aos consumidores. A discussão se torna ainda mais crítica com o início da implementação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia, onde a harmonização das normas sanitárias será essencial para garantir estabilidade nas relações comerciais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia