China se torna exportador líquido e aumenta concorrência no mercado internacional

O comércio de carne de frango entre Brasil e China passou por mudanças significativas nos últimos anos. A China, conforme relatado pelo portal g1, está superando suas demandas domésticas e, com isso, ampliando suas exportações. Em 2025, o país exportou US$ 2,6 bilhões em produtos de frango, quase o dobro do que foi registrado em 2020.
Historicamente, a carne suína predominou na dieta chinesa, mas o consumo de frango aumentou em mais de 50% na última década, enquanto a demanda por carne suína caiu significativamente. Essa mudança nas preferências alimentares, combinada com investimentos em tecnologia e produção, possibilitou a China a se tornar um exportador líquido de carne de frango.
✨ Frango chinês pode custar até 20% menos que o brasileiro, facilitando a entrada em mercados internacionais.
A competitividade dos preços tem ajudado as empresas chinesas a conquistarem espaço em mercados tradicionalmente abastecidos por países como o Brasil. Cortes de peito e coxas de frango da China estão custando de 10% a 20% menos. Essa diferença de preço tem atraído compradores, especialmente em mercados da África e da Tailândia.
Com o aumento das exportações, a China também amplia sua presença na União Europeia e no Reino Unido, onde a participação da carne de frango chinesa no mercado dobrou e triplicou, respectivamente, desde 2022. Essa expansão gera preocupações para produtores de outros países que competem pelo mesmo mercado.
Entretanto, apesar do crescimento, a indústria de carne de frango chinesa ainda enfrenta desafios. O histórico de segurança alimentar e a necessidade de comprovar a qualidade dos produtos continuam a ser pontos de atenção. A União Europeia, por exemplo, intensifica suas exigências sanitárias e de rastreabilidade, o que poderá influenciar a aceitação dos produtos chineses.
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