Estado apresenta crescimento de 5,5% nas vendas externas em comparação a 2025.

As exportações do Paraná totalizaram US$ 18,7 bilhões no período de janeiro a setembro de 2026, registrando um crescimento de 5,5% em relação aos US$ 17,7 bilhões do mesmo intervalo em 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O estado manteve um desempenho robusto com embarques mensais sempre acima de US$ 2 bilhões desde março. O maior resultado mensal ocorreu em julho, quando foram exportados US$ 2,37 bilhões. Os meses seguintes, agosto e abril, também tiveram resultados significativos, com exportações de US$ 2,32 bilhões e US$ 2,29 bilhões, respectivamente. Em setembro, o valor das exportações se estabilizou em US$ 2,11 bilhões, semelhante ao registrado em maio e próximo do mês de março.
✨ Na pauta de exportações, a soja liderou as vendas com US$ 3,9 bilhões, seguida pela carne de frango in natura, que alcançou US$ 3,3 bilhões.
Comparando com 2025, a soja teve uma variação de 6% nas exportações, a carne de frango cresceu 25,8% e o farelo de soja aumentou 13,3%. A participação da carne de frango na balança comercial do estado subiu de 14,7% para 17,5%, enquanto a soja em grão e o farelo permaneceram estáveis. O destaque entre os principais itens exportados foi o óleo de soja bruto, que saltou 78,9%, passando de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões.
As exportações do Paraná atingiram 208 mercados, com a China como principal destino, totalizando US$ 4,3 bilhões e representando 23,1% das exportações. Outros destinos relevantes incluíram Argentina (US$ 1 bilhão), Estados Unidos (US$ 840,4 milhões), Índia (US$ 774 milhões) e México (US$ 716,3 milhões). O Japão destacou-se pelo maior aumento percentual entre os principais mercados, com uma alta de 65,3% nas importações, particularmente impulsionada pela carne de frango.
No lado das importações, o Paraná comprou US$ 16,9 bilhões entre janeiro e setembro, um aumento de 10,4% em relação aos US$ 15,3 bilhões do ano anterior. Com isso, a balança comercial do estado apresentou um superávit de US$ 1,8 bilhão. Entre os produtos importados, adubos e fertilizantes somaram US$ 2,1 bilhões, apresentando uma queda de 10,1% no volume comprado.
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Jornalista especializado em Economia

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