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2 min de leitura

Fed de Boston indica possibilidade de aumento de juros

Susan Collins destaca ajuste na política monetária para inflação

Fernanda Lima13 de maio de 2026 às 13:40
Fed de Boston indica possibilidade de aumento de juros

A presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, afirmou que o banco central dos Estados Unidos poderá elevar os juros novamente, se necessário, para assegurar que a inflação retorne à meta de 2%. Durante um evento do Clube Econômico de Boston, ela comentou que a política monetária encontra-se 'bem posicionada' para se adaptar às mudanças da economia.

Colocando em perspectiva, Collins afirmou que a atual postura do Fed é 'ligeiramente restritiva' e deverá ser sustentada por um período. Mesmo que a normalização da política monetária possa ser retomada no final do ano, a presidente não descartou a possibilidade de um novo aperto nos juros para assegurar que a inflação volte a 2%.

Collins identificou a instabilidade no setor energético como um fator que aumenta a incerteza econômica.

A dirigente destacou que esta situação provoca um deslocamento nos riscos econômicos, tornando a atividade mais vulnerável e elevando os riscos inflacionários. Mesmo pontuando que uma resolução rápida do conflito no Oriente Médio poderia ocorrer, Collins espera que o processo de desinflação avance apenas no próximo ano.

Ela também atribuiu a pressão sobre os preços não apenas aos danos causados pelas tarifas, mas também ao poder de precificação das empresas, que se sustenta por uma demanda robusta e ganhos recentes em produtividade. Apesar disso, a taxa de desemprego tem se mantido estável desde julho, e o desempenho econômico continua resistente.

Impacto Global

Uma possível manutenção ou aumento das taxas de juros nos EUA pode causar aperto nas condições financeiras globais, afetando mercados emergentes, taxas de câmbio e custos de crédito.

A análise de Collins mostra que o Fed deve monitorar de perto a evolução da inflação e os choques de oferta, especialmente aqueles relacionados à energia. O futuro imediato continua condicionado aos preços e à capacidade da economia americana de desacelerar sem comprometer o mercado de trabalho.

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