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economia
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Frete rodoviário no Brasil registra queda de 0,81% em maio

Redução do preço médio reflete queda nos custos do diesel

Gabriel Rodrigues10 de junho de 2026 às 16:50
Frete rodoviário no Brasil registra queda de 0,81% em maio

O preço médio do frete rodoviário no Brasil apresentou uma diminuição de 0,81% em maio, conforme o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), divulgado nesta terça-feira (10). O custo por quilômetro rodado caiu de R$ 8,66 em abril para R$ 8,59 em maio.

Essa movimentação é atribuída principalmente à redução dos preços do diesel, que contribuiu para a diminuição dos custos operacionais no setor. Os dados revelam que o diesel S-10 caiu 3,81% em maio, atingindo uma média de R$ 7,32 por litro, enquanto o diesel comum recuou 4,42%, para R$ 7,13 por litro, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

A queda no frete é um reflexo da acomodação nos preços do diesel.

Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, comentou que, embora a redução atual reflita a diminuição dos preços do combustível, a dinâmica do mercado dependerá das variações na demanda. A Edenred destaca que o agronegócio continua a ser a principal força motriz por trás da atividade de transporte rodoviário.

Em maio, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 16 bilhões, representando mais da metade das vendas externas do Brasil durante este período. Esse cenário fortalece a necessidade de escoamento, sobretudo para rotas logísticas que envolvem grãos, café e outras commodities.

Entretanto, a Edenred alerta que a indústria está mostrando uma desaceleração. O Índice de Gerentes de Compras (PMI), medido pela S&P Global, caiu de 52,6 para 49,1, indicando uma retração na atividade manufatureira e novas encomendas.

Contexto Adicional

Além das oscilações econômicas, o setor de transporte está se ajustando às novas normativas do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que impõem regras mais rigorosas para a emissão de documentos e fiscalização do piso mínimo de frete pela ANTT.

Para o agronegócio, a combinação de preços de diesel mais baixos e uma demanda robusta pode aliviar, em parte, as pressões logísticas no curto prazo. Contudo, o futuro do frete ainda estará ligado à intensidade das exportações e ao ajuste das transportadoras às novas exigências.

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