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economia
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Gasolina terá aumento de etanol para 32%, impactando motores antigos

Mudança visa mitigar variações de preço do petróleo, mas pode prejudicar veículos mais antigos.

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 01:00
Gasolina terá aumento de etanol para 32%, impactando motores antigos

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) está prestes a anunciar que a mistura de etanol anidro na gasolina aumentará de 30% para 32%. Essa alteração busca atenuar os impactos da oscilação dos preços internacionais do petróleo.

No entanto, especialistas alertam que esse ajuste pode representar um risco para motores mais antigos, que podem sofrer danos se não forem compatíveis com essa nova proporção de etanol.

A Anfavea, entidade representativa do setor automotivo, já manifestou a necessidade de mais pesquisas antes de implementar essa mudança na gasolina.

Os engenheiros apontam que um dos principais desafios é a adequação dos materiais em veículos mais antigos, especialmente os importados, que foram projetados para utilizar gasolina com porcentagens menores de etanol. O etanol anidro, utilizado nesta mistura, pode absorver água, comprometendo componentes metálicos do motor que não estejam preparados para essa condição.

Além disso, a combinação de etanol e água pode aumentar a corrosão eletroquímica e os danos nos sistemas de injeção e outros componentes. A adoção de 32% de etanol em veículos não calibrados pode resultar em desgaste, aumento das emissões e até falhas de funcionamento.

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"Os carros antigos não conseguem se ajustar automaticamente a essa nova mistura e, portanto, podem registrar falhas e aumento no consumo"

Rogério Gonçalves, engenheiro da AEA.

Os motoristas podem notar os efeitos da nova mistura rapidamente, especialmente pela dificuldade inicial de partida em veículos mais velhos, equipados com carburadores ou sistemas de injeção mais simples.

Impactos na manutençã

A nova mistura pode acarretar custos mais altos em revisões e manutenções devido ao desgaste acelerado de componentes como mangueiras e bicos injetores.

A Anfavea reafirmou seu apoio aos biocombustíveis, mas ressaltou que qualquer aumento na mistura deve ser acompanhado de um rigoroso cronograma de testes para garantir a segurança e eficiência do novo combustível.

Essa postura cautelosa também foi respaldada pelo Sindipeças, que defendeu a necessidade de testes adicionais para assegurar que motores e componentes veiculares resistam à nova composição de combustível.

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