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economia
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Gerdau registra lucro líquido de R$ 1,47 bi com força na América do Norte

Altas nas operações americanas impulsionam resultados da siderúrgica

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 19:05
Gerdau registra lucro líquido de R$ 1,47 bi com força na América do Norte

A Gerdau demonstrou um robusto desempenho financeiro no segundo trimestre de 2026, anotando um lucro líquido de R$ 1,466 bilhão. Esta conquista representa um aumento de 69,7% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelas operações consolidadas na América do Norte.

Em comparação com os R$ 1,013 bilhão lucros do primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 44,7%. A receita líquida da companhia atingiu R$ 17,871 bilhões entre abril e junho, o que reflete um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A América do Norte foi responsável por 74% do Ebitda ajustado consolidado da Gerdau neste trimestre.

O Ebitda ajustado, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 3,430 bilhões, um aumento de 33,9% se comparado ao segundo trimestre de 2025. Este desempenho positivo é atribuído ao aumento no volume de vendas, melhora nos preços e um mix de produtos de maior valor agregado, além de iniciativas de eficiência operacional.

Desempenho na América do Norte

A região norte-americana teve um desempenho destacado, responsabilizando-se por cerca de 56% da receita líquida da empresa. A Gerdau observou que a demanda foi fomentada por setores como energia renovável e manufatura, além do crescimento nos preços e ganho de produtividade. As vendas de aço na América do Norte aumentaram 7,3%, totalizando 1,347 milhão de toneladas.

Resultados no Brasil

No Brasil, o desempenho foi mais modesto. A receita líquida das operações atingiu R$ 6,686 bilhões, um recuo de 8,6% se comparado ao segundo trimestre de 2025. Contudo, houve um crescimento de 22% no Ebitda em relação ao primeiro trimestre de 2026, beneficiado por um aumento nas vendas internas e pela melhora nos preços de alguns produtos.

Embora a demanda por aço no Brasil tenha se mantido moderada, o setor da construção civil mostrou estabilidade, enquanto alguns segmentos industriais enfrentaram dificuldades. Além disso, as importações brasileiras de aço caíram mais de 30% no trimestre, embora a participação de produtos importados no consumo nacional ainda se mantenha em 22,5% no primeiro semestre do ano.

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