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Mercado Financeiro
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Ibovespa sobe com expectativas de corte na Selic

Mercado reage à queda da produção industrial e ao cenário externo.

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 12:20
Ibovespa sobe com expectativas de corte na Selic

O Ibovespa apresentou estabilidade na manhã de terça-feira, abrindo em 178.002,55 pontos e atingindo uma máxima de 180.679,47, o que representa um crescimento de 1,51%. Este movimento foi impulsionado pelo crescimento das bolsas internacionais e pelos dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que mostraram uma queda na produção industrial do Brasil em junho.

As expectativas de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que será discutida na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para amanhã, ganharam força com o resultado da pesquisa. Às 11h52, o índice estava em 178.702,24 pontos, apresentando alta de 0,39%, embora tenha diminuído o impulso após atingir a mínima do dia em 178.001,84 pontos.

A produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho em relação a maio, índice que ficou bem abaixo da expectativa do mercado, que previa uma queda de 0,6%.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora a produção tenha sido menor que a prevista, houve uma alta de 1,7% na comparação com junho de 2025, mas novamente abaixo da mediana esperada de 3%. Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, acredita que a Selic poderá cair de 14,25% para 14%, embora veja espaço para um corte de até 13,75%, limitado pelos desafios fiscais.

No cenário internacional, o otimismo foi impulsionado por expectativas de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã sobre a situação no Oriente Médio. Os contratos futuros de petróleo caíram quase 5% após o secretário de Estado dos EUA, Scott Bessent, afirmar que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser fechado a qualquer momento.

Essa queda no petróleo acabou pressionando os papéis do setor, especialmente da Petrobras, que viu suas ações recuarem cerca de 1%, enquanto Vale se destacou com uma alta de 1,90%. O dia foi caracterizado pela combinação entre os dados industriais mais fracos, que aumentaram as expectativas de cortes nos juros, e a queda nas commodities que, em um contexto geral, beneficiou o mercado.

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