Ministro Dario Durigan explica processo de aquisição de dívidas pelo governo.

O governo federal, sob a liderança do ministro da Fazenda, Dario Durigan, planeja publicar uma chamada na quinta-feira (21) para instituições financeiras que desejam vender carteiras de dívidas ao governo como parte do programa Desenrola 3.0. Este programa visa a renegociação de débitos de pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), cujos atrasos variam de 2 a 4,5 anos.
Durigan destacou que, nessa fase inicial, as instituições financeiras devem apresentar as carteiras de dívidas disponíveis para compra pelo governo, e não se trata ainda de uma convocação para os devedores renegociarem suas dívidas.
✨ O leilão deve ocorrer até o início de dezembro, com a expectativa de que a União compre as carteiras de crédito com um deságio de 90%.
Após a apresentação das carteiras, o governo avaliará os volumes oferecidos pelas instituições financeiros e determinará quais delas são elegíveis para participar do leilão. As instituições terão um prazo de cinco dias úteis a partir da publicação da chamada para dar suas ofertas.
O Desenrola 3.0, que foi lançado no final de setembro, abrange dívidas de cartões de crédito, tanto parceladas quanto rotativas, além de créditos pessoais sem consignação, limitados a R$10 mil. A ideia é que os descontos obtidos nas compras durante o leilão sejam repassados aos devedores.
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que, ao manifestar interesse em participar do leilão, as instituições financeiras aceitam oferecer suas carteiras com um deságio mínimo de 90%. Ele explicou que se todos os R$90 bilhões de dívidas forem ofertados, o governo precisaria de apenas R$9 bilhões para adquirir todos os débitos.
Além disso, será realizado um recorte com base nos dados enviados, podendo resultar em um leilão competitivo, onde o deságio pode aumentar para 95%, 96% ou até 97%.
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