Reajuste de 7,4% impacta 61,9 milhões de brasileiros

O governo federal propôs um novo salário mínimo de R$ 1.741 para o ano de 2026, um aumento de R$ 120 em relação ao atual valor de R$ 1.621. Essa proposta está prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que foi encaminhado ao Congresso.
Com esse aumento de 7,4%, os trabalhadores receberão um salário superior a partir de janeiro, refletindo no pagamento feito em fevereiro. A proposta é ligeiramente superior à previsão anterior, que estimava o mínimo em R$ 1.717.
O reajuste do salário mínimo deve ser baseado na soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente aos últimos 12 meses até novembro e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior. Para 2027, esta última medida considera um crescimento de 2,3%.
✨ A fórmula de valorização real foi sancionada recentemente e resulta em preços ajustados que superam a inflação.
Historicamente, o governo anterior utilizou apenas a inflação como critério de ajuste, sem promover aumento real.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor do salário mínimo vai beneficiar aproximadamente 61,9 milhões de brasileiros, atuando como um fator crucial na diminuição das desigualdades salariais.
No entanto, especialistas alertam que o aumento real traz desafios fiscais, podendo aumentar o endividamento público e pressionar a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. A proposta fiscal de 2024 limitou a elevação acima da inflação a 2,5%.
O salário mínimo, instituído em 1936 e completando 90 anos em 2026, foi idealizado para atender as necessidades básicas de trabalhadores e suas famílias, contudo, seu valor efetivo não é suficiente para cobrir os custos de vida atuais.
O Dieese calcula que, para sustentar uma família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 7.687, o que evidencia a disparidade entre o mínimo atual e as necessidades básicas.
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Jornalista especializado em economia

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