Governo registra superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril
Melhora em relação ao ano anterior marca o melhor abril desde 2022

O Tesouro Nacional anunciou que o governo obteve um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, evidenciando um resultado positivo que ocorre quando as receitas superam as despesas governamentais.
Análise do Resultado
Comparado ao mesmo período do ano anterior, que registrou um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valores ajustados pela inflação), o desempenho deste ano representa uma melhora significativa. Este também foi o melhor superávit para o mês de abril desde 2022, quando foi alcançado um resultado de R$ 34,5 bilhões.
✨ O crescimento na arrecadação foi o principal fator para a melhora do saldo, superando o aumento nas despesas.
De acordo com o Tesouro, a arrecadação líquida, após transferências, saltou 5,8% em termos reais, totalizando R$ 235 bilhões, enquanto as despesas aumentaram 3,3%, alcançando R$ 210 bilhões.
Detalhamento das Receitas
- 1IOF: aumento de R$ 2,8 bilhões devido à crescente arrecadação de operações de crédito e câmbio.
- 2Imposto de Importação: alta de R$ 2,3 bilhões com o crescimento do volume importado e elevação da alíquota.
- 3Imposto de Renda: acréscimo de R$ 2,3 bilhões, impulsionado por lucros e declarações.
- 4CSLL: um crescimento de R$ 1,4 bilhão relacionado a aumentos no lucro presumido.
- 5Cofins: alta de R$ 1,5 bilhão evidenciada pelo desempenho do setor de serviços.
Desempenho no Ano
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o governo registrou um superávit primário de R$ 8,67 bilhões. O saldo, se ajustado pela inflação, ficou em R$ 9,68 bilhões, inferior aos R$ 78,14 bilhões do mesmo período de 2025. Esse recuo é atribuído, em grande parte, à antecipação de pagamentos de precatórios, que aumentou as despesas.
✨ As receitas líquidas cresceram 4,6% entre janeiro e abril, atingindo R$ 862 bilhões.
As despesas totais neste período somaram R$ 853,3 bilhões, refletindo um aumento real de 14,2%.
Perspectivas Fiscais para 2026
Para 2026, a meta fiscal estabelecida visa um superávit de 0,25% do PIB, correspondente a aproximadamente R$ 34,3 bilhões. Contudo, a nova lei fiscal permite que certos gastos sejam excluídos desse cálculo, incluindo R$ 63,5 bilhões em precatórios.
Com essas disposições, a previsão é que o governo enfrente um déficit próximo de R$ 60,3 bilhões ao longo do ano, o que poderá impactar a gestão fiscal durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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