Grupo Dolly enfrenta pedido de falência por dívidas de R$ 15,7 bilhões
Procuradorias alegam estratégia de blindagem patrimonial

Nesta semana, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram um pedido de falência das empresas que fazem parte do Grupo Dolly, em decorrência de uma dívida acumulada que já ultrapassa os R$ 15,7 bilhões.
Dívida acumulada
De acordo com as procuradorias, desse total, R$ 8,3 bilhões referem-se a dívidas com a União, R$ 7,4 bilhões ao Estado de São Paulo e aproximadamente R$ 15 milhões ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
✨ A dívida do Grupo Dolly é uma das maiores já registradas, somando R$ 15,7 bilhões.
Justificativas para o pedido
As procuradorias ressaltam que a dívida persiste há mais de 25 anos e não se deve apenas a dificuldades financeiras, mas sim a uma estratégia intencional de blindagem patrimonial por parte do grupo. Essa prática implicaria em desviar ativos e proteger bens em face das cobranças fiscais.
"O Grupo Dolly utilizou a recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais, criando novas estruturas para se proteger de cobranças
O pedido de falência foi fundamentado com base em novas portarias, resultado de recentes interpretações do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que equiparam as fazendas públicas a credores privados no direito de solicitar falência em situações de longa duração e complexidade.
Contexto
A falência é um estágio crítico para empresas com dívidas significativas. A decisão pode levar à liquidação dos ativos da empresa, visando ressarcir os credores.
Até o momento, a empresa não se manifestou sobre os procedimentos legais em curso.
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