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Justiça
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Alexandre de Moraes pede análise de dados de Wassef em 15 dias

Material apreendido será investigado em procedimento separado.

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 21:50
Alexandre de Moraes pede análise de dados de Wassef em 15 dias

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, requisitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) examine as informações encontradas nos celulares do advogado Frederick Wassef e se manifeste em um prazo de 15 dias. Esses dados foram descobertos durante investigações a respeito do caso das joias sauditas.

A decisão, tomada no dia 30 de março, segue uma recomendação da própria PGR, que admitiu a necessidade de tratar os novos achados de forma separada da apuração original. A polícia havia relatado a presença de 'eventos fortuitos' nos equipamentos de Wassef.

Os dados que agora serão analisados pela PGR foram encontrados em uma investigação independente e não se relacionam ao caso principal das joias.

Diante dessa situação, Moraes estipulou que o material deve ser retirado dos autos das joias e registrado como uma petição autônoma e confidencial. O pedido da Polícia Federal para que a análise fosse feita isoladamente foi protocolado no STF em 4 de março.

Na mesma ocasião, o procurador-geral Paulo Gonet sugeriu o arquivamento da investigação sobre a suposta apropriação, por parte de Jair Bolsonaro, de presentes recebidos durante seu mandato. Segundo Gonet, a falta de legislação clara sobre a destinação desses presentes tornaria difícil a viabilização de uma denúncia contra Bolsonaro.

Agora, cabe à PGR decidir se os novos dados evidenciam a possibilidade de cometimento de crimes. Wassef, por sua vez, alega que suas prerrogativas foram desrespeitadas, uma vez que a busca realizada pela PF não contou com a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"

As minhas prerrogativas como advogado foram seriamente violadas quando sofri busca e apreensão por 4 horas e meia, sem a presença de representante da OAB. É nula e ilegal a busca e apreensão, estando viciada na origem.

Frederick Wassef

Em sua nota, Wassef expressou preocupação com o que considera uma violação de seus direitos, afirmando que a busca poderia ser uma tentativa de 'pesca probatória', prática que ele considera ilegal.

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