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economia
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IFI alerta para déficits fiscais crescentes até 2027

Relatório aponta desafios financeiros para próximo governo

Tiago Abech25 de junho de 2026 às 14:40
IFI alerta para déficits fiscais crescentes até 2027

Nesta quinta-feira (25), a Instituição Fiscal Independente (IFI) apresentou o Relatório de Acompanhamento Fiscal referente a junho, destacando um futuro fiscal alarmante com déficits primários permanentes em ascensão.

O documento fala sobre a dificuldade em atender às metas fiscais e a insuficiência do teto de gastos, core de preocupações para o próximo mandato presidencial.

Projeções Econômicas

As previsões de crescimento econômico sugerem uma alta de 2% para 2026 e de 1,8% em 2027, refletindo uma estabilização média de 2,3% nos anos subsequentes. Contudo, a inflação deve girar em torno de 5,0% para este ano, com expectativas de juros reais elevados, com a Selic projetada para cair de 14,0% em 2026 para 12,0% em 2027.

A IFI observa que a diferença entre receitas e despesas está se aprofundando, com receitas em declínio e despesas aumentando.

Enquanto a receita primária líquida é prevista para cair de 18,9% do PIB em 2026 para 18,3% ao longo do horizonte de projeção, as despesas primárias devem crescer, alcançando 19,9% do PIB até 2032.

Desafios na Dívida Pública

Um dos pontos críticos abordados pela IFI refere-se à trajetória da dívida pública. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que estava em 80,1% em abril de 2026, deve subir para 82,5% até o final deste ano, podendo alcançar 115% do PIB em 2036.

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Apesar de uma leve melhora em relação a projeções anteriores, a dívida pode se tornar insustentável no médio prazo, requerendo um superávit primário anual de 2,1% do PIB para estabilização.

Contexto

O relatório também considera os efeitos das flutuações nos preços do petróleo e a implantação da reforma tributária sobre o consumo.

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