Avanço tem relação com incertezas climáticas e variações no mercado de commodities.

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou uma alta de 1,47% em setembro, em contrapartida a uma queda de 0,51% em agosto, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
Essa elevação foi impulsionada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que cresceu 1,90% no período, após ter sofrido uma redução de 0,69% no mês anterior. As incertezas climáticas ligadas ao fenômeno El Niño foram apontadas como fatores relevantes para essa alteração.
✨ Matheus Dias, economista do FGV Ibre, observou que a mudança na tendência do IGP-10 sugere uma antecipação nas compras de grãos, visto as incertezas da indústria acerca dos efeitos climáticos.
Dias também afirmou que, apesar de ainda não se observarem efeitos concretos na safra de grãos brasileiros, a expectativa de um evento climático severo elevou o prêmio de risco e provocou reações de antecipação nas compras por parte das empresas consumidoras.
Além disso, o FGV Ibre destacou a volatilidade dos preços nas commodities da Indústria Extrativa, em função dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Nos preços ao consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve uma alta de 0,44% em setembro, retornando após uma queda de 0,47% em agosto. A tarifa de energia elétrica, que teve um aumento de 7% após o término do bônus de Itaipu, foi um dos principais fatores dessa elevação.
Outros fatores que contribuíram para essa elevação foram os ajustes na tabela nacional de cigarros. Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou para 0,50% em setembro, abaixo da taxa de 0,65% registrada em agosto, com destaque para a alta de 23% nos condutores elétricos em 12 meses, que se relaciona com o aumento do preço do cobre.
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Jornalista especializado em Economia

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