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economia
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Inadimplência no crédito rural atinge 7,5% entre pessoas físicas

Especialistas não vislumbram melhora no cenário até 2027

Gabriel Rodrigues05 de agosto de 2026 às 05:10
Inadimplência no crédito rural atinge 7,5% entre pessoas físicas

Os níveis de inadimplência no crédito rural no Brasil se mantiveram elevados em junho de 2026, marcando 7,5% para pessoas físicas e 0,8% no setor empresarial do agronegócio. Essa situação sinaliza um cenário complicado, com poucos avanços reais na quitação das dívidas.

Estabilidade em Níveis Críticos

Embora tenha ocorrido uma leve redução na inadimplência de pessoas físicas em comparação a maio, quando foi registrado 7,6%, a realidade do setor permanece preocupante. Segundo os especialistas, os índices altos não devem melhorar no curto prazo, com previsões de manutenção desses patamares até o próximo ano.

A inadimplência entre pessoas físicas aumentou mais de nove vezes em três safras.

Indicadores de Inadimplência

Em junho, as operações com caráter problemático totalizaram R$ 197,1 bilhões, representando cerca de 22,5% do total de créditos rurais ativos.

O aumento histórico da inadimplência revela uma crescente dificuldade dos produtores em honrar seus compromissos financeiros. Desde junho de 2023, a inadimplência entre pessoas físicas saltou para 7,5%, após atingir 1,6% em 2024 e 3,5% em 2025.

Fatores que Contribuem para a Crise

Múltiplos fatores contribuem para a alta inadimplência, incluindo baixa rentabilidade e taxas de juros elevadas. David Télio, diretor da TerraMagna, destaca que há expectativa de melhora a partir de 2027, com possível redução nas dívidas e recuperação da rentabilidade no setor.

"

"O cenário deve impactar a aquisição de insumos e a área plantada na safra 2026/27"

David Télio

No contexto financeiro, o saldo problemático da carteira de crédito rural aumentou, passando de R$ 202,4 bilhões em maio para R$ 197,1 bilhões em junho, afetando diretamente a capacidade de investimento dos produtores.

O Impacto das Crises Climáticas

No Rio Grande do Sul, as operações de crédito rural em default alcançaram R$ 42,7 bilhões, o que representa 39% da carteira ativa das instituições financeiras devido às dificuldades enfrentadas pelos produtores em função das mudanças climáticas.

José Carlos Vaz, consultor do agronegócio, enfatiza que, apesar das dívidas não contempladas a partir dos bancos, a renegociação tardia das dívidas poderia ter amenizado os impactos financeiros desses produtores.

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