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economia
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Índice de inflação do tomate salta 20,62% em maio

Aumento impacta diretamente o custo de vida das famílias

Giovani Ferreira20 de junho de 2026 às 13:45
Índice de inflação do tomate salta 20,62% em maio

O preço do tomate teve um aumento impressionante de 20,62% em maio, conforme os dados do IBGE, contribuindo significativamente para a elevação da inflação que, no geral, ficou em 0,58%.

O tomate se tornou um dos principais responsáveis pela sensação de aumento nos custos de alimentação para as famílias brasileira.

Esse aumento no preço do tomate ilustra um padrão comum na inflação dos alimentos: a citada alta nos preços impacta diretamente itens que são comprados com frequência e utilizados nas refeições diárias.

Fatores que influenciam o preço

A variação de preços do tomate não é resultado de um único fator. Por ser um produto perecível, sua cotação é sensivelmente afetada por condições climáticas, disponibilidade nas regiões de cultivo e as dificuldades de transporte. Se as colheitas enfrentam atrasos ou as condições climáticas prejudicam a qualidade do produto, a oferta disponível tende a cair.

Assim, com a demanda permanecendo constante, a escassez gera um aumento nos preços. Em maio, o segmento de Alimentação e Bebidas foi o maior responsável pela pressão inflacionária, com uma elevação de 1,33%, sendo a variação dentro de casa ainda maior, de 1,65%.

Além do tomate, outros alimentos como batata-inglesa, cebola e carnes também apresentaram alta, evidenciando que a inflação dos alimentos está atrelada a variáveis como oferta, logística e custos de produção.

Os desafios da logística

Um aspecto importante que agrava a variação de preços do tomate é sua curta durabilidade. Ao contrário de grãos que podem ser armazenados por períodos mais longos, o tomate precisa ser comercializado rapidamente, pois seu valor diminui rapidamente se maduro demais ou danificado.

Portanto, uma redução na oferta provoca ajustes imediatos nos preços. Esse processo começa com os produtores e se estende por toda a cadeia até chegar aos supermercados, onde atacadistas, transportadores e varejistas enfrentam diversos custos que impactam o preço final ao consumidor.

Custos relacionados ao transporte, como combustível e pedágios, também são relevantes, especialmente para produtos perecíveis, já que qualquer atraso ou dano pode reduzir drasticamente a quantidade à venda.

A dinâmica do mercado

O mercado de hortifrútis monitora o volume de produtos que chegam aos centros de distribuição diariamente. Menores quantidades de tomate fazem com que compradores aumentem a disputa pelos estoques disponíveis, elevando ainda mais os preços.

Se, por outro lado, a oferta aumentar, os preços podem se estabilizar rapidamente. No entanto, essa redução nem sempre é repassada de forma ágil ao consumidor final, uma vez que supermercados e restaurantes lidam com diversas variáveis operacionais que podem desacelerar esse repasse.

A alta de 20,62% no valor do tomate em maio destaca como alimentos frescos podem prejudicar o orçamento doméstico em um curto espaço de tempo, especialmente quando a demanda permanece constante, e a oferta diminui.

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