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Americanas negocia venda das últimas lojas do Natural da Terra em SP

Diretor financeiro confirma transações em curso para reestruturação.

Mariana Souza14 de maio de 2026 às 17:30
Americanas negocia venda das últimas lojas do Natural da Terra em SP

A Americanas anunciou nesta quinta-feira (14) que está em fase adiantada de negociações para vender as últimas três lojas do Natural da Terra em São Paulo.

A informação foi revelada pelo diretor financeiro da empresa, Sebastien Durchon, logo após a divulgação da venda de 10 das unidades para o Oba Hortifruti, por R$ 69 milhões. Esta transação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A venda das lojas deficitárias deve melhorar a saúde financeira da operação de hortifrúti da Americanas.

Segundo Durchon, a prioridade foi abordar a situação das lojas em São Paulo, que estavam gerando prejuízos para o negócio. As unidades vendidas para o Oba eram as responsáveis pelos resultados negativos na região. As três restantes em São Paulo, ao contrário, são lucrativas e estão em tratativas para uma possível venda.

Durante uma teleconferência sobre os resultados, o diretor destacou que a venda das unidades deficitárias é um passo crucial para eliminar o consumo de caixa na operação paulista, apontando que o montante da transação será usado para abater uma debênture da companhia.

Contexto Adicional

Após a finalização das vendas, o foco do Natural da Terra será o Rio de Janeiro, embora a Americanas continue reestruturando a rede e buscando potenciais compradores para o setor de hortifrúti.

No primeiro trimestre de 2026, a unidade de hortifrúti reportou um crescimento de 4% nas vendas e uma margem bruta superior em quase 5 pontos percentuais, resultado do aumento da variedade de frutas, legumes e verduras disponíveis. O gerenciamento também demonstrou sucesso na diminuição das despesas gerais, concluindo o período com um fluxo de caixa positivo de R$ 6 milhões.

A reestruturação do Natural da Terra evidencia a estratégia da Americanas em priorizar ativos que apresentem um desempenho operacional superior e menor impacto no fluxo de caixa, sendo os desdobramentos futuros dependentes da aprovação do Cade e do progresso nas negociações das lojas em São Paulo.

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