Estimativas indicam que benefícios do governo mobilizarão R$ 298,4 bilhões em 2026

A Instituição Fiscal Independente (IFI) alertou sobre a necessidade de um ajuste fiscal no próximo ano, em meio ao aumento da dívida pública brasileira, que já atinge 82,9% do PIB.
Os benefícios anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um total de R$ 298,4 bilhões para 2026, têm gerado preocupações entre economistas quanto ao impacto no orçamento do país.
As estimativas da IFI consideram medidas como crédito, renúncia fiscal e despesas primárias. Além disso, foi calculado o impacto de despesas previstas para 2027, incluindo a promessa de tarifa zero para o transporte coletivo nos finais de semana.
O governo também anunciou um projeto de lei complementara que pretende conceder um capital de R$ 5 mil para os Microempreendedores Individuais (MEIs) investirem em seus negócios, que deve ser enviado ao Congresso após as eleições.
✨ Dentre os R$ 298,4 bilhões projetados, R$ 185,7 bilhões são de natureza financeira, destinados a programas de crédito com juros subsidiados.
A Instituição contabiliza medidas do governo, como a isenção do Imposto de Renda e os subsídios aos combustíveis, além de novos projetos anunciados no segundo semestre, como o reajuste do Bolsa Família.
Economistas têm enfatizado a urgência de um ajuste fiscal, já que os benefícios anunciados aumentam a pressão sobre as contas públicas. As previsões fiscais para 2026 indicam um déficit primário de R$ 80,9 bilhões, com a dívida pública crescente.
Recentes revisões apontam que o rombo, que era esperado em R$ 52 bilhões, pode subir e que a dívida pública alcançou R$ 11,1 trilhões, conforme o Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central.
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