Fundação Getulio Vargas aponta desaceleração em seis dos oito grupos que compõem o índice.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou uma alta de 0,32% no fechamento de outubro de 2026, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (3). Esse resultado é inferior à taxa de 0,46% registrada na terceira quadrissemana do mesmo mês e também menor em comparação ao avanço de 0,67% observado em setembro.
Ao longo dos últimos 12 meses, o IPC-S acumula alta de 4,14%, mas novamente o resultado ficou aquém das previsões estabelecidas pela pesquisa Projeções Broadcast, que tinha um teto estimado de 0,45%.
Dentre os oito grupos que compõem o IPC-S, seis apresentaram desaceleração entre a terceira quadrissemana e o final de outubro. O grupo de Alimentação viu sua taxa diminuir de 1,08% para 0,85%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais passaram de 0,28% para 0,27%. Também houve queda nas taxas de Transportes, de 0,34% para 0,19%, e de Vestuário, de 0,28% para 0,13%.
Entre os grupos que contribuíram para a alta do IPC-S, a Educação, Leitura e Recreação teve um aumento de 0,90% para 1,05%, assim como Comunicação, que passou de 0,02% para 0,03%.
✨ As principais reduções de preços vieram de itens como tarifa de eletricidade, que caiu de -1,69% para -2,41%, e de alimentos como manga e banana-prata.
Por outro lado, as passagens aéreas subiram de 7,41% para 8,12%, assim como o tomate, que passou de 19,64% para 16,82%.
Este cenário de desaceleração, conforme registrado em outubro, reflete um modesto avanço da inflação, principalmente devido à pressão de itens que tiveram suas variações de preços reduzidas.
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