Voltar
economia
2 min de leitura

Japão e EUA intervêm juntos para estabilizar iene em crise

Medida busca conter queda do iene, a mais forte em 40 anos

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 11:30
Japão e EUA intervêm juntos para estabilizar iene em crise

O Japão e os Estados Unidos se uniram no mercado cambial para comprar ienes, atuando em conjunto para conter a desvalorização da moeda japonesa que se aproxima de seu menor patamar em 40 anos.

Essa operação inédita, realizada na última sexta-feira (31), foi uma resposta a preocupações de que a contínua queda do iene e os títulos públicos japoneses poderiam impactar a economia global. De acordo com o Ministério das Finanças do Japão, novas intervenções serão consideradas, caso a situação não melhore.

O Japão pode ter desembolsado até US$ 36,58 bilhões na ação de compra de ienes.

Analistas alertam que a desvalorização significativa do iene pode levar a instabilidades nos mercados financeiros e aumentar os custos de financiamento nos Estados Unidos. Esta é a primeira coordenação entre Japão e EUA desde 2011, quando ambos colaboraram após desastres naturais devastadores no Japão.

Após a intervenção, houve uma reação positiva no mercado: o iene se valorizou em mais de 1%, passando a valer 155,20 por dólar, a cotação mais forte desde maio. Antes, a moeda alcançou a marca de 164 ienes por dólar, o menor nível da última década.

"

Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário.

Satsuki Katayama, Ministra das Finanças do Japão

Contexto

A valorização do iene pode beneficiar a economia japonesa e oferecer ao Japão uma vantagem competitiva nas exportações, especialmente em um cenário marcado por tarifas elevadas impostas pelo governo Trump.

Os investidores permanecem vigilantes, ansiosos para ver se novas intervenções serão anunciadas. No entanto, Katayama evitou comentar sobre quaisquer futuras medidas em uma entrevista na segunda-feira.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia