Queda acentuada reflete normalização na oferta global da commodity

Nesta quarta-feira (24), os preços do petróleo sofreram uma queda acentuada, atingindo níveis que não eram vistos desde o início das hostilidades entre Irã e Israel. O barril do Brent despencou US$ 3,34, ou 4,3%, encerrando o dia a US$ 73,74, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu US$ 2,87, ou 3,9%, fechando a US$ 70,34.
O Brent tocou o limite de US$ 73,12 durante o dia, sinalizando o menor valor desde 27 de fevereiro. O WTI, por outro lado, caiu abaixo da marca de US$ 70 pela primeira vez desde 2 de março. Esse movimento no mercado é atribuído à recuperação no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global de energia.
✨ Cerca de 20 milhões de barris transitam pelo Estreito de Ormuz diariamente, retornando a níveis anteriores ao conflito.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, indicou que o tráfego na região já está próximo ao volume observado antes do início das tensões. Em sua participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, ele confirmou que, apesar de alguns desafios, como a presença de minas iranianas, a América acredita que o Irã não conseguirá mais bloquear esse importante corredor naval.
Três petroleiros que estavam retidos carregando 5 milhões de barris deixaram o estreito nesta quarta-feira, com dois deles seguindo em direção à Ásia.
A normalização do tráfego marítimo, aliada ao aumento na produção e exportação de petróleo por nações do Golfo Pérsico, está influenciando as cotações. Países como os Emirados Árabes Unidos restabeleceram quase toda sua capacidade de produção pré-conflito, enquanto Kuwait e Iraque aumentaram suas embarcações ao exterior.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que 19 milhões de barris transitaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia, superando a média anterior que variava entre 16 milhões e 18 milhões de barris.
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