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economia
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JPMorgan prevê retração nas ações brasileiras com incertezas eleitorais

Análise aponta ritmo lento de afrouxamento monetário e volatilidade política

Giovani Ferreira13 de maio de 2026 às 14:25
JPMorgan prevê retração nas ações brasileiras com incertezas eleitorais

Os estrategistas do JPMorgan afirmam que a incerteza eleitoral está contribuindo para um cenário menos otimista nas ações brasileiras. Eles destacam que, embora o Brasil e a América Latina sejam considerados um 'porto seguro' em relação a outros mercados emergentes, o mercado de ações no país está mostrando sinais de perda de ímpeto após um forte início de ano.

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No médio prazo, acreditamos que as ações brasileiras devem andar de lado, considerando o ritmo mais lento de afrouxamento monetário e a incerteza eleitoral

Relatório do JPMorgan

O relatório, datado de terça-feira, ressalta que o real já está em um nível robusto, o que pode ser um fator limitante para investidores estrangeiros. Após uma alta de mais de 16% no início do ano, o Ibovespa fechou abril praticamente estável, com apenas uma leve queda de 0,08%.

Fluxos estrangeiros no Brasil se tornaram significativamente negativos desde abril.

Em maio, segundo dados disponíveis até o dia 8, o saldo de capital externo na B3 estava negativo em quase R$ 3,2 bilhões. Aprimorando a avaliação, a equipe observou que a tendência de saídas não se limita ao Brasil, mas engloba toda a categoria de mercados emergentes, que registrou uma queda significativa nos fluxos de capitais.

Contexto

Os fluxos estrangeiros para mercados emergentes alcançaram um pico de US$ 86 bilhões no ano antes de conflitos recentes, agora caindo para US$ 70 bilhões.

Adicionalmente, o JPMorgan notou uma mudança significativa em favor das ações de tecnologia, enquanto o Banco Central do Brasil mantém um corte de juros em um ritmo mais moderado do que o desejado pelo mercado. Esse cenário, juntamente com uma postura mais 'hawkish' do Federal Reserve, contribuiu para a pressão sobre o mercado acionário brasileiro.

  • 1A alta do Ibovespa no primeiro trimestre foi de mais de 16%.
  • 2Em abril, o índice teve variação negativa de 0,08%.
  • 3Em maio, as saídas líquidas de capital externo chegaram a R$ 3,2 bilhões.

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