Análise aponta ritmo lento de afrouxamento monetário e volatilidade política

Os estrategistas do JPMorgan afirmam que a incerteza eleitoral está contribuindo para um cenário menos otimista nas ações brasileiras. Eles destacam que, embora o Brasil e a América Latina sejam considerados um 'porto seguro' em relação a outros mercados emergentes, o mercado de ações no país está mostrando sinais de perda de ímpeto após um forte início de ano.
"No médio prazo, acreditamos que as ações brasileiras devem andar de lado, considerando o ritmo mais lento de afrouxamento monetário e a incerteza eleitoral
O relatório, datado de terça-feira, ressalta que o real já está em um nível robusto, o que pode ser um fator limitante para investidores estrangeiros. Após uma alta de mais de 16% no início do ano, o Ibovespa fechou abril praticamente estável, com apenas uma leve queda de 0,08%.
✨ Fluxos estrangeiros no Brasil se tornaram significativamente negativos desde abril.
Em maio, segundo dados disponíveis até o dia 8, o saldo de capital externo na B3 estava negativo em quase R$ 3,2 bilhões. Aprimorando a avaliação, a equipe observou que a tendência de saídas não se limita ao Brasil, mas engloba toda a categoria de mercados emergentes, que registrou uma queda significativa nos fluxos de capitais.
Os fluxos estrangeiros para mercados emergentes alcançaram um pico de US$ 86 bilhões no ano antes de conflitos recentes, agora caindo para US$ 70 bilhões.
Adicionalmente, o JPMorgan notou uma mudança significativa em favor das ações de tecnologia, enquanto o Banco Central do Brasil mantém um corte de juros em um ritmo mais moderado do que o desejado pelo mercado. Esse cenário, juntamente com uma postura mais 'hawkish' do Federal Reserve, contribuiu para a pressão sobre o mercado acionário brasileiro.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Dólar começou o dia em queda, mas mudou de direção durante a manhã desta sexta-feira (14); mercado acompanha cenário externo e fatores domésticos.

Dólar comercial iniciou a sessão próximo de R$ 5,18, enquanto investidores acompanham indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

Dólar começa esta terça-feira, 11 de agosto de 2026, próximo de R$ 5,10, enquanto investidores acompanham inflação, juros nos Estados Unidos e tensões no cenário internacional.

Mercado acompanha a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), balanços corporativos e o cenário internacional, fatores que influenciam o câmbio nesta quarta-feira.