Juros futuros caem com alta do diálogo entre EUA e China
Expectativa de mercado melhora após encontro de líderes em Pequim

Os juros futuros apresentaram uma queda significativa nesta quinta-feira, 14, acompanhando a desvalorização do dólar e do petróleo, além da diminuição nos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos.
Os investidores estão atentos aos desdobramentos do encontro em Pequim entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Os sinais dados sobre a política externa e o clima global de risco são cruciais para a dinâmica do mercado.
✨ Às 9h15, a taxa do contrato de DI para janeiro de 2027 caiu para 14,165%, comparada a 14,210% na sessão anterior.
Os contratos de DI para janeiro de 2029 baixaram para 13,960%, abaixo dos 14,054% anteriores, enquanto o vencimento para 2031 também teve queda, indo para 14,040%, após 14,115% na quarta-feira.
Esse movimento ocorre em um ambiente de declínio em ativos que costumam estar alinhados à percepção de risco e inflação, com o petróleo caindo mais de 1%, e também os retornos dos Treasuries dos EUA.
No cenário internacional, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, comentou que os líderes encontraram “um terreno em comum” em relação ao Irã, onde a China reafirmou sua oposição ao desenvolvimento de armamentos nucleares por Teerã.
Esta comunicação geopolítica adicional é vista como um fator importante pelos agentes do mercado. Em relação ao cenário interno, os desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não impactaram a curva de juros nesta manhã.
Entretanto, é importante notar que na quarta-feira as taxas tiveram uma alta acentuada após a divulgação de um áudio relevante para o caso. No curto prazo, a trajetória dos juros continuará a depender do desempenho do câmbio, commodities e dos rendimentos dos Treasuries.
Contexto Atual
Atualmente, as expectativas de inflação estão reduzidas, o que influencia a precificação dos juros de longo prazo.
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