Juros futuros caem por sexta vez com Petrobras e corte da Selic
Recursos externos e dados domésticos favorecem queda nas taxas

Os juros futuros encerraram esta segunda-feira (29) em queda, marcando a sexta sessão seguida de recuo nos prêmios de risco dos principais contratos. Esse descenso foi apoiado por um ambiente externo tranquilo e indicadores econômicos internos que reforçaram a expectativa de cortes na taxa Selic.
Nas operações do dia, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 apresentou uma redução de 14,059% para 14,035%. Já o DI para janeiro de 2028 caiu de 14,159% para 14,100%, enquanto o de janeiro de 2029 passou de 14,235% para 14,190%. O DI referente a janeiro de 2031 fechou em 14,265%, uma leve diminuição em relação ao 14,339% anterior.
Embora a queda nas taxas tenha perdido força à tarde, a movimentação no mercado permaneceu fraca, influenciada pela partida da Copa do Mundo entre Brasil e Japão. Além disso, mesmo com a recente alta do petróleo, as taxas de juros continuaram sua trajetória de baixa, interpretada como uma correção após os recentes declínios.
✨ Os ajustes nos prêmios de juros ocorreram dia e foram inflacionados por uma percepção de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz.
"Os prêmios continuam dilatados à luz da perspectiva de flexibilização monetária pelo Banco Central
O Boletim Focus revelou uma acomodação nas expectativas para inflação e taxa Selic, apontando uma previsão do IPCA em 12 meses fixada em 4,14%. As expectativas para os anos seguintes indicam certa estabilidade, com o índice projetado em 5,33% para 2026 e 12,00% para 2027.
Contexto
A queda nos juros futuros reflete uma combinação de fatores locais, como os dados do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que teve uma deflação em junho, além do suporte do Banco Central para a possibilidade de novos cortes na Selic.
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