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economia
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Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio e inflação em alta

Mercado reage a conflitos e dados inflacionários nos EUA e Brasil

Fernanda Lima12 de maio de 2026 às 18:30
Juros futuros sobem com tensão no Oriente Médio e inflação em alta

Os juros futuros na B3 apresentaram alta nesta terça-feira (12), impulsionados pela intensificação do conflito no Oriente Médio, o aumento nos preços do petróleo e a deterioração dos dados inflacionários tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

Apesar de os índices econômicos terem se mantido em conformidade com as previsões, o mercado passou a exigir rentabilidades mais altas para os contratos com vencimentos intermediários e longos. No encerramento das negociações, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 14,108% para 14,115%; para janeiro de 2029, a taxa passou de 13,689% para 13,75%; e para janeiro de 2031, foi de 13,763% para 13,815%.

O barril de petróleo Brent encerrou o dia a US$ 107,77, uma alta de cerca de 4%, devido ao receio de interrupções no Estreito de Ormuz.

O cenário de aversão a riscos se intensificou, com a persistente falta de progresso nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Igor Campos, gestor de renda fixa na Armor Capital, destacou que o prolongamento do conflito pressiona a curva de juros, visto que a reabertura do Estreito de Ormuz resulta em uma diminuição na oferta de petróleo, elevando as expectativas de preços elevados no futuro.

Sobre a inflação, nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) aumentou 0,6% em abril comparado a março e 3,8% em relação ao ano passado. O núcleo do CPI também registrou um crescimento de 0,4% no mesmo período. Segundo Stephen Brown, economista-chefe da Capital Economics, as pressões inflacionárias ainda estão acima do que pode ser considerado seguro.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,67% em abril, mas a média dos cinco núcleos inflacionários aumentou de 0,43% para 0,49%. Roberto Secemski, economista-chefe do Barclays, alertou que esse cenário eleva o risco para as futuras decisões sobre a taxa básica de juros.

No final da tarde, o mercado de opções digitais do Comitê de Política Monetária (Copom) indicava uma probabilidade de 30% de manutenção da Selic em 14,50% na reunião de junho, frente a 27% no dia anterior. A taxa terminal prevista para 2026 se manteve em torno de 14%, sugerindo que o espaço para cortes adicionais nas taxas é limitado, sem que haja uma melhora clara na situação inflacionária e geopolítica.

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