Leilão do Tecon Santos enfrenta adiamentos e divergências no governo
Governo busca consenso em torno das regras do leilão do megaterminal.

O leilão do Tecon Santos, um projeto essencial para o desenvolvimento portuário no Brasil, tem enfrentado desafios significativos, com nove postergamentos desde a sua previsão em 2022. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a nova expectativa é que a licitação ocorra apenas em 2027.
Dilemas Logísticos
A definição das regras de participação é o principal obstáculo enfrentado. Atualmente, o Porto de Santos opera próximo de sua capacidade máxima para movimentação de contêineres. Esta situação tem pressionado os custos logísticos e gerado preocupação entre operadores e exportadores quanto à competitividade no mercado.
✨ O megaterminal poderá aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres no Porto de Santos.
Debate sobre a Concorrência
Um dos pontos de debate envolve quem poderá concorrer no leilão. Há temores de que a participação irrestrita de empresas já operantes no porto possa levar à concentração de mercado. Gesner Oliveira, professor da FGV, argumenta que é crucial garantir uma concorrência saudável, reconhecendo que a eficiência de um porto não pode estar nas mãos de poucos.
"Para isso, precisa haver concorrência. Uma infraestrutura essencial como um porto não funciona bem e não é eficiente quando é dominada por poucos.
Em 2025, a Antaq propôs limitar a participação de grupos que já operam no Porto de Santos a uma fase posterior do leilão, o que foi reforçado por recomendações do TCU. Isso levantou novas controvérsias sobre como garantir a competitividade e ao mesmo tempo evitar a concentração de mercado.
Nova Orientação da Casa Civil
Após discussões, a Casa Civil defendeu um leilão aberto a todos os operadores, com a condição de desinvestimento em ativos, caso vencessem, para evitar possíveis concentrações. Esta orientação ainda está em fase de definição pela Antaq, que busca elaborar diretrizes claras.
Contexto do Projeto
O Tecon Santos é visto como vital para a logística da região, sendo o leilão um passo crítico para garantir a expansão e competitividade do Porto de Santos.
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