Consórcios de veículos pesados veem queda nas adesões e no crédito, segundo economista.

O mercado de consórcios no Brasil continua se expandindo, entretanto, o segmento relacionado a veículos pesados apresenta um desempenho oposto, com uma significativa diminuição nas novas adesões e no crédito associado a máquinas agrícolas e caminhões.
De acordo com o economista André Galhardo Fernandes, utilizando dados da ABAC, as vendas de novas cotas de veículos pesados caíram 6,6% de janeiro a agosto de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, as máquinas agrícolas representam 51% desse mercado. O crédito gerado no setor totalizou R$ 15,48 bilhões, o que representa uma queda de 9,5% frente aos R$ 17,11 bilhões do ano passado.
✨ O crédito ofertado aos consorciados atingiu R$ 7,65 bilhões, com um recuo de 4,3%.
Enquanto isso, o setor de consórcios em geral registrou um marco, com um volume total de negócios chegando a R$ 389,6 bilhões, representando um aumento de 24,2%. As cotas vendidas aumentaram 15,1% e o número de participantes ativos cresceu 12%. No que diz respeito às máquinas agrícolas, a quantidade de consorciados subiu 3,8% nos últimos doze meses, totalizando 477,55 mil participantes.
Além disso, as contemplações se mantiveram praticamente inalteradas, totalizando 31,68 mil. Segundo Galhardo, o aumento no número de participantes, aliado à desaceleração nas novas adesões, pode indicar uma menor reposição de grupos ao longo do tempo.
Outro ponto a ser destacado é a redução do tíquete médio das cotas de veículos pesados, que passou de R$ 401,40 mil em agosto de 2025 para R$ 223,92 mil em agosto de 2026, resultando em uma queda de 44,2%. O economista acredita que mudanças na natureza dos bens podem explicar parte dessa diminuição, mas também observa que as alterações nos números são compatíveis com decisões de investimentos de menor valor.
Com isso, Galhardo sugere um cenário de cautela nos investimentos, acrescentando que importações de equipamentos mais baratos podem estar influenciando a renovação do parque de máquinas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Dólar comercial oscila frente ao real nesta quarta-feira, enquanto investidores acompanham o cenário internacional, juros e novos indicadores econômicos.

Dólar começou o dia em queda, mas mudou de direção durante a manhã desta sexta-feira (14); mercado acompanha cenário externo e fatores domésticos.

Dólar comercial iniciou a sessão próximo de R$ 5,18, enquanto investidores acompanham indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

Grupos Alimentação e Habitação lideram aumento nos preços