Dário Durigan destaca que medidas fiscais foram planejadas sem alterações nas regras do arcabouço fiscal.

Nesta quinta-feira, 22, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, reafirmou que a previsão de superávit primário no orçamento de 2027 está mantida, mesmo com as recentes medidas que impactam as contas públicas.
Durigan explicou que as novas iniciativas foram desenvolvidas dentro das normas fiscais atuais e sem alterações no arcabouço fiscal. "Na parte fiscal, nós estamos entregando superávit para o ano que vem no Orçamento, considerando todas essas medidas que o presidente anunciou", afirmou em entrevista ao portal Metrópoles.
✨ O ministro destacou que, em comparação ao governo anterior, houve uma melhora de R$ 200 bilhões nas contas públicas desde 2023.
Ele justificou a viabilidade das novas iniciativas, incluindo o reajuste do Bolsa Família, pela identificação de espaço no Orçamento sem alterar o marco fiscal. "O que o governo fez este ano ele fez dentro de um marco fiscal, encontrando espaços e definindo prioridades de alocação", declarou Durigan.
O governo anunciou um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, a redução do custo dos combustíveis, e a terceira versão do programa Desenrola, que visa facilitar a regularização de dívidas.
Durigan também mencionou que o governo irá propor ao Congresso uma alteração na Lei Orçamentária Anual de 2027, prevendo um remanejamento de aproximadamente R$ 20 bilhões, sem aumentar o teto de despesas.
Sobre as medidas de renegociação de dívidas, ele esclareceu que o Desenrola busca auxiliar famílias e empresas, diferenciando este programa de um eventual congelamento de dívidas, que teria impactos financeiros significativos.
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