Dario Durigan afirma que ajuste fiscal é fundamental para a economia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reiterou na última quinta-feira (23) o compromisso do governo com a efetivação do ajuste fiscal, afirmando que a estabilização da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) representa a 'última milha' deste debate.
Segundo Durigan, essa etapa final exigirá um foco na consolidação fiscal, o que inclui cortes em gastos desnecessários, eficiência no uso do dinheiro público e a recuperação da base tributária.
"Tem uma última milha a ser buscada que vai exigir que a gente siga consolidando o fiscal
Ele previu que, a partir de 2028, o governo alcançará superávits primários, com expectativa de que a dívida pública comece a diminuir entre 2030 e 2031.
✨ Durigan destacou que o presidente Lula solicitou que os ganhos da arrecadação com petróleo sejam 'socializados', vislumbrando a possibilidade de políticas que melhorem a renda das famílias.
Ele argumentou que os subsídios aos combustíveis não afetam negativamente as contas do governo, pois são financiados principalmente pelas receitas adicionais do petróleo. "Com o aumento que nós estamos vendo na arrecadação, nós vamos pagar esses subsídios", afirmou.
O ministro também atribuiu parte do crescimento da dívida pública aos juros altos, resultantes da taxa Selic, e explicou que o resultado primário do governo já está equilibrado desde 2024.
Durigan observou que a taxa Selic está elevada globalmente, refletindo incertezas na economia mundial. Para ele, o sucesso do ajuste fiscal será alcançado com medidas que visem reduzir gastos obrigatórios e aumentar a arrecadação, sem elevar tributos.
Além disso, Durigan mencionou que, mesmo com a guerra no Irã, a inflação no Brasil está sob controle, apresentando os menores índices históricos para um mandato presidencial de quatro anos, acompanhado de um recorde no emprego.
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Jornalista especializado em Economia

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