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economia
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PIB do Brasil cresce 0,1% em abril com setores em alta

Resultados destacam a resistência econômica apesar da retração na agropecuária

Tiago Abech18 de junho de 2026 às 11:50
PIB do Brasil cresce 0,1% em abril com setores em alta

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,1% em abril comparado a março, conforme o Monitor do PIB publicado nesta quinta-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 1,8%, e a alta acumulada nos últimos 12 meses chegou a 2,0%.

Os dados indicam que a economia brasileira manteve um desempenho estável, impulsionado pelos setores industrial e de serviços, enquanto ações governamentais e o setor agropecuário sofreram queda. Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, destacou que a retração agrícola e a contenção do consumo estatal foram os únicos pontos negativos, apesar do cenário de juros altos e do aumento nos preços do petróleo.

O PIB brasileiro alcançou R$ 4,376 trilhões até abril de 2026.

No trimestre móvel que se encerrou em abril, o crescimento do PIB foi de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O consumo das famílias teve uma alta de 2,6%, puxado, especialmente, pelo setor de serviços. Além disso, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 0,7%, com destaque para a recuperação no segmento de máquinas e equipamentos, que teve seu primeiro crescimento após oito trimestres em declínio.

As exportações cresceram 9,3%, com cerca de 60% desse aumento vindos da indústria extrativa, que apresentou uma alta de 27,8%. No entanto, a força dos produtos agropecuários começou a diminuir, embora a fonte não tenha especificado a variação das exportações desse setor. Por outro lado, as importações aumentaram 5,1%, principalmente devido a bens de consumo e serviços.

Contexto

Esses dados do Monitor do PIB servem como uma previsão do indicador que é oficialmente calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise da FGV revela um crescimento na economia, mas não fornece detalhes sobre como a queda na agropecuária impactou especificamente os produtores.

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