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economia
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PMI de serviços dos EUA cai para 49,8, sinalizando contração econômica

Indicador apresenta pior resultado desde 2023, afetado por inflação e incertezas globais

Camila Souza Ramos03 de abril de 2026 às 14:05
PMI de serviços dos EUA cai para 49,8, sinalizando contração econômica

O índice dos gerentes de compras (PMI) referente ao setor de serviços nos Estados Unidos registrou uma queda significativa, passando de 52,3 em fevereiro para 49,8 em março. Este é o menor resultado desde 2023 e ficou aquém das previsões de analistas, que esperavam uma leitura de 53,0.

Leituras inferiores a 50 pontos indicam uma contração na atividade econômica. O PMI Composto, que representa tanto os serviços quanto a manufatura, também caiu, passando de 51,9 para 50,3, sinalizando uma estagnação no crescimento da economia privada do país.

A queda no PMI foi atribuída à inflação persistente e incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, observou que a pressão dos preços e a crescente incerteza estão levando a economia dos EUA a desacelerar. A contração no setor de serviços resultou em uma taxa de crescimento anualizada de apenas 0,5% até março.

Analisando setores individuais, cinco dos sete monitorados ainda demonstraram crescimento, embora em ritmo mais lento. O setor de Serviços ao Consumidor foi o mais afetado, apresentando uma das quedas mais acentuadas desde 2009, desconsiderando os lockdowns da pandemia. Em contraste, o setor de Materiais Básicos mostrou sinais de recuperação, com produção aumentando pela primeira vez em quatro meses.

Contexto

Os custos de insumos para empresas de serviços aumentaram no ritmo mais rápido em quase dois anos, resultando em elevações de preços para clientes. A insegurança econômica levou a uma redução no nível de emprego no setor privado pela primeira vez em cinco meses, além de uma desaceleração nos novos pedidos de trabalho.

As expectativas empresariais para o próximo ano atingiram o nível mais pessimista em cinco meses, refletindo sobre a confiança geral do mercado.

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