Principais impulsionadores foram alimentos e indústrias extrativas, com destaque para a soja e açúcar.

Os preços da indústria brasileira experimentaram um aumento de 1,54% em setembro de 2026, conforme apontado pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP). Esse índice apresenta uma aceleração em relação ao resultado de agosto, que foi de 0,34%, acumulando 5,04% no ano.
Em um período de 12 meses até setembro, a elevação foi de 4,34%. O IPP mede a variação dos preços de produtos na saída das fábricas, não incluindo impostos e fretes, nas indústrias extrativas e de transformação.
A pesquisa revelou que, das 24 atividades analisadas, 16 registraram alta nos preços no mês de setembro, superando as 13 observadas em agosto. A fabricação de alimentos destacou-se, apresentando um crescimento de 2,40%, o que exerceu a maior influência sobre o resultado mensal.
✨ O gerente da pesquisa, Murilo Alvim, destacou que os derivados da soja e os açúcares foram os principais responsáveis pela pressão nos preços dos alimentos, o que ocorreu devido à menor disponibilidade da oferta, agravada por fatores climáticos.
Os preços de fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais avançaram 6,22% no mês, e a fabricação e refino de açúcar subiram 6,55%. A indústria extrativa teve a maior variação, com alta de 11,04% em setembro, impulsionada pelos preços mais altos dos óleos brutos de petróleo.
Esse aumento vem em meio ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio e à ameaça sobre a oferta global. Outras cadeias do petróleo também impactaram os resultados, como o refino de petróleo e biocombustíveis, que subiu 4,88% após quatro meses consecutivos de queda.
Na análise das grandes categorias econômicas, os bens intermediários apresentaram o maior crescimento, com 1,94% na passagem de agosto para setembro, acumulando 5,92% no ano e 4,85% nos últimos 12 meses. Por sua vez, os bens de consumo aumentaram 1,18% e os bens de capital 0,62%.
A fabricação de alimentos manteve-se como a principal pressão sobre os preços da indústria em setembro, em um cenário também marcado pelo crescimento nas atividades extrativas e nos setores de petróleo e biocombustíveis.
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