Preços de banana e alface caem nas Ceasas em maio
Análise da Conab mostra quedas acentuadas e mudanças no mercado

Os preços da banana e da alface apresentaram uma queda significativa nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) de todo o Brasil em maio, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A banana viu uma redução de 4,89% em relação a abril, enquanto a alface teve uma diminuição de 1,94%.
A maçã também seguiu a tendência de diminuição, encerrando o mês com uma desvalorização de 5,53%. No Centro-Sul, especialmente no Rio de Janeiro, os preços caíram 12,65%. Apesar de alguns produtos como melancia e laranja terem apresentado aumento na média ponderada, a maioria dos preços médios individuais caiu.
✨ A banana teve uma redução de 4,89% devido a condições de produção favoráveis, principalmente da variedade nanica.
Em Campinas, SP, os preços médios de banana recuaram 13,27% em relação ao mês anterior. A estabilidade da demanda e o bom ritmo de vendas contribuíram para isso, exceto em Fortaleza, onde houve um aumento de 6%. A melancia, por sua vez, ficou mais barata em 70% das Ceasas, mesmo com uma alta de 3,37% na média geral.
Fatores que Influenciam os Preços
Os fatores que influenciaram a redução dos preços incluem o consumo diminuído e as temperaturas mais frias nas regiões Sul e Sudeste. Para a laranja, a combinação de estoques adequados e uma queda na demanda externa ajudou a manter os preços estáveis.
A cebola, em contrapartida, viu um aumento de 12,53%, refletindo a escassez de oferta. O tomate apresentou uma alta média de 19,85%, com variações de cerca de 42,38% na alta e quedas de até 11,38% em outras Ceasas.
✨ A batata foi a hortaliça com o maior aumento, subindo 57,95%, impulsionada pela menor oferta e pelo fim da safra das águas.
No comércio internacional, as exportações de frutas e hortaliças do Brasil alcançaram 555,77 mil toneladas entre janeiro e maio de 2026, um aumento de 14,1% em relação ao ano anterior, gerando receitas de US$ 663,4 milhões.
Contexto Adicional
O boletim Prohort também analisa os impactos das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño nas cadeias produtivas, fornecendo orientações para os produtores.
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