Queda do ouro é influenciada por alta do petróleo e juros nos EUA
Conflitos no Oriente Médio elevam preocupações inflacionárias

Nesta quinta-feira (23), o contrato mais ativo de ouro registrou uma queda de 2,45%, fixando-se a US$ 4.050,2 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Nymex.
Esse comportamento foi impulsionado pela alta nos preços do petróleo e pelos rendimentos em ascensão dos títulos do Tesouro americano, em meio a preocupações relacionadas ao conflito crescente no Oriente Médio.
✨ O Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Além do ouro, a prata também sofreu uma queda significativa, com uma desvalorização de 2,92%, sendo cotada a US$ 58,054 por onça-troy. Esse aumento nos preços do petróleo tem gerado pressões inflacionárias adicionais.
Expectativas do Mercado
A análise do CME Group, por meio da ferramenta FedWatch, revela que as chances de um aperto monetário pelo Federal Reserve até setembro chegaram a mais de 80%.
Com relação à reunião do próximo mês, a previsão ainda é de manutenção da taxa de juros, com uma probabilidade estimada de 62,1%.
Apesar da queda registrada, o UBS demonstra uma perspectiva otimista para o ouro no médio e longo prazo, citando um aumento acumulado do metal e uma valorização significativa das ações de mineradoras na Ásia.
O banco prevê que o preço do ouro possa atingir US$ 4.675 até o final de 2026 e US$ 4.800 até o final de 2027, indicando uma possível recuperação futura.
Os analistas do UBS destacam que as atenções do mercado ainda se concentram na política monetária do Fed e nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
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